O que fazer em Caraíva

O que fazer em Caraíva?

Caraíva é um destino muito especial do litoral brasileiro, uma vila super charmosa em meio a uma natureza generosa. Mas o que fazer em Caraíva? Como chegar nesse canto distante do sul da Bahia? Quando ir? Nesse post iremos direto ao ponto e passaremos dicas práticas para explorar o melhor de Caraíva.

Se você ainda não sabe se vale ou não à pena passar alguns dias por lá e quiser ler um relato mais completo sobre as experiências que esse lugar incrível oferece, não deixe de ler esse outro post: Sete motivos para ir para Caraíva.

E para quem já leu esse outro post, basta pular a primeira parte deste texto.

O que fazer em Caraíva: não ver as horas passar

O que fazer em Caraíva: um resumo

O rio, a vila e as praias do entorno: A vila é uma delícia, com um astral super relaxado e ruas de areia onde não chegam carros nem motos. Tem vários restaurantes charmosos com vista para o rio, bares de frente para o mar, lojinhas e ateliês. O Rio Caraíva é lindo, perfeito para nadar e curtir o pôr do sol. E as praias de Caraíva e da Barra estão a poucos minutos de qualquer ponto da vila.

Caminhadas: Para quem quiser caminhar mais, existem quilômetros de praias desertas. Até a Praia do Satu leva 1h andando e as famosas praias do Espelho e de Curuípe estão uma 1h30 mais pra frente. São cerca de 10km em meio a paisagens incríveis. Também podem ser acessadas de táxi (R$250, incluindo o tempo de espera para curtir as praias), no seu próprio carro (cerca de 45 minutos ou bem mais, dependendo do estado da estrada) ou ainda de ônibus.

Passeios: Passeios de buggy são amplamente ofertados perto da igrejinha ou após 5 minutos de caminhada pela Praia de Caraíva. Eles levam à Ponta do Corumbau. São R$180 por buggy + R$10 por pessoa para travessia de canoa do rio na chegada à Ponta do Corumbau.

Outra opção de passeio, é fretar um barquinho (R$50 por pessoa) para te levar até a Prainha – uma faixa de areia branca poucos quilômetros subindo o Rio Caraíva – e voltar para a vila flutuando em uma boia, aproveitando a correnteza do rio na maré vazante. Aliás, vale conferir a Prainha mesmo que seja apenas para curtir esse visual diferente do rio. Vá a pé se não quiser gastar nada, mas atenção que não há estrutura lá. Então, leve água e alguma coisa para comer.

A noite: Por fim, não dá para fazer um resumo do que fazer em Caraíva sem mencionar a noite animada pelo forró. Depois de começar com uns drinks no Beco da Lua, os forrós do Pelé e o Ouriço (funcionando alternadamente) levam a animação até o sol nascer.

Como chegar em Caraíva

Para quem quer ir no próprio carro, primeiro um alerta: a estrada poderá ser um tanto cruel com ele. Considere isso! Já fui de carro no passado e acabei tendo que providenciar um reboque até Porto Seguro. De qualquer forma, em Caraíva mesmo seu carro não entra.

Se ainda assim esse for seu plano, saiba que a maioria das pessoas irá até Nova Caraíva onde o carro terá que ficar estacionado (diárias entre R$20 e R$30). Também é possível chegar pelo “sul” e deixar o carro na Aldeia Pataxó, enfrentando ainda mais estrada de terra e pagando diárias parecidas. Não recomendamos.

Avião + Transfer

Em Porto Seguro, fica o aeroporto mais próximo de Caraíva. De lá existem dois caminhos. Via Arraial d’Ajuda, pegando a balsa em Porto Seguro, são pouco mais de 60km (atenção: na alta temporada a fila da balsa pode tornar esse trajeto bem mais demorado!) ou pouco mais de 100km pela BA-001. Essa segunda opção é, em geral, a mais rápida.

Do aeroporto até Caraíva, existe a opção de reservar um táxi (R$350-R$450) e o trajeto pode levar de 1h45 a 3hs, dependendo das condições da estrada. Melhor agendar antes com alguém de Caraíva (abaixo passamos duas alternativas). O primeiro trecho é asfaltado, mas é na parte de terra que a coisa complica. Na época de chuvas, pode acontecer de só veículos 4×4 conseguirem passar em alguns pontos. E podem se formar filas de carros que tornam a viagem bem mais longa.

  • Transfer para Caraíva: escolha um carro adequado (que seja alto!) e considere a quantidade de pessoas e bagagem. Negocie o preço e vá com mais conforto. Nós tratamos com os dois contatos abaixo, mas existem várias outras opções de táxi por lá. Chico: (73) 9818-4514 e Nandy (73) 9992-0281.

Avião + Ônibus

Outra opção, é ir de ônibus. Para isso, ainda assim você terá que pegar um táxi do aeroporto até a balsa e alguns taxistas de Porto Seguro chegam a cobrar o abusivo preço de R$90 por esse trajeto de apenas 4km – confirme o preço antes!

A balsa custa de R$3 a R$5 e te deixará em Arraial d’Ajuda. Sai a cada 30 minutos e a travessia dura cerca de 10 minutos. A partir dali, os ônibus da viação Águia Azul partem diariamente às 7h e às 15hs (linha “Balsa-Caraíva”) e cobram R$22. Pague no ponto de embarque ou diretamente dentro do ônibus. Em geral, são 3h chacoalhando até lá, mas pode levar até 6hs.

Para retornar, os horários dos ônibus no sentido Caraíva-Balsa são 6h20 e 16hs.

O que fazer em Caraíva: Travessia de Cano no Rio Caraíva

Agora falta pouco!

O táxi, o ônibus ou o carro te levarão até Nova Caraíva. Em Caraíva mesmo, lembrando, não circulam carros, nem motos. Uma gostosa travessia de canoa (R$5 por pessoa) te deixará no paraíso. Se precisar de ajuda com as bagagens até sua pousada ou casa, charretes circulam pelas ruas de areia cobrando entre R$30 (até 20h) e R$40 na “bandeira 2”.

Quando ir para Caraíva

A primeira coisa a se perguntar é “o que eu quero encontrar ao chegar lá: praias vazias e tranquilidade ou clima de azaração e noites animadas?”.

Se o que você quer é tranquilidade, a melhor época do ano para ir para Caraíva é de outubro até a primeira quinzena de dezembro. Tem muito sol, mas não é alta temporada. Ainda assim é possível curtir um forrozinho nos finais de semana.

Se é balbúrdia o que você quer fazer em Caraíva, mire na alta temporada. Réveillon e carnaval são os picos de movimento, mas durante todo o mês de janeiro a festa rola dia e noite. Prepare o bolso e vá animado!

Entre maio e julho chove mais. Nós fomos em agosto e ainda chovia um pouco mais que o desejado, além de fazer alguma coisa parecida com frio de noite (para os padrões da Bahia). A vantagem é que dá para gastar menos, principalmente com hospedagem nesse período.

Praia do Satu vazia em Caraíva na baixa temporada
Praia do Satu inteirinha só pra gente

Custos com hospedagem e alimentação em Caraíva

Caraíva não é um destino barato. Você pode até se esforçar para gastar pouco, mas o acesso é difícil, a concorrência limitada e muitas vezes os preços são quase que tabelados. Isso vale para os passeios, para as charretes, para as compras nos mercados e lojinhas e vale também para hospedagem e alimentação.

Dito isso, existem opções para diferentes tamanhos de bolso. Para se hospedar, a oferta vai desde camping com estrutura razoável (banheiros e cozinha ok) até pousadas mais caras com boas piscinas de frente para o mar. Em geral, são acomodações simples, mas confortáveis. Mesmo no nível mais alto, prevalece o estilo rústico-chique. O que, aliás, combina bastante com a atmosfera do lugar.

Estando na vila de Caraíva, é difícil ficar mal localizado, uma vez que tudo é relativamente perto. Mas alguns pontos merecem sua atenção, principalmente na alta temporada:

Primeiro: próximo ao rio, o barulho do forró madrugada a dentro pode incomodar. Segundo, a Vila de Caraíva é pequena, mas ficar na Aldeia Pataxó ou mais distante ainda na praia já pode te deixar a um distância desconfortável. Menos agradável ainda é ficar em Nova Caraíva, do outro lado do rio. Lá, não tem o astral incrível da vila e o trajeto para a praia, os restaurantes, o forró etc. sempre passará por uma caminhada + a travessia de canoa.

Nós alugamos um casinha. De longe, a melhor alternativa para o nosso caso. Um lugar delicioso, com cozinha para prepararmos a comida da Bia e uma área externa para ela brincar à vontade.

Na hora de comer, a conta para dois em um restaurante ao lado do rio pode passar fácil dos R$200. Para quem curte cozinhar, a oferta de ingredientes nos mercadinhos é super limitada e o preço também é alto. A forma de fugir disso é aproveitar as opções de pratos executivos, que, via de regra, só são oferecidos durante a tarde. De noite, querendo economizar, vá de tapioca!

Algumas referências:

Cerveja Heineken 600ml: R$17 a R$20, a long neck sai por R$12.

Tira-gosto para dois na praia: R$60 a R$90

Pastel de arraia (uma pessoa come dois sem dificuldades): R$10 a R$12 cada

Prato para dois em um restaurante a beira-rio: R$120 a R$250

Pratos executivos: R$20 a R$40.

Tapioca da Paty (vale por uma refeição): R$20

Alimentação em Caraíva
Os pratos executivos, como esse do restaurante Beira-Rio, são uma forma de comer bem a uma preço justo em Caraíva

Caraíva com crianças

Caraíva é um lugar ótimo para levar os pequenos. As ruas de areia são a alegria da criançada. O baldinho e a pazinha não saíam da mochila. Afinal, não é em todo lugar que mesmo nos restaurantes seu filho pode se sentar no chão e construir seus castelinhos enquanto você tira a folga para comer com tranquilidade.

Recomenda-se apenas evitar essa farra nas ruas principais onde passam as charretes. Os burros de carga (que sofrem um bocado, coitados) usam uma espécie de fralda, mas não dá pra confiar, né? Então, podem haver “surpresinhas” no caminho.

Outra super atração é o Rio Caraíva na Praia da Barra. As crianças amam poder ficar mais soltas, sem os perigos do mar (embora a correnteza possa também ser traiçoeira). Na maré baixa, então, é imperdível! A água fica calminha e sem o sal que tanto incomoda os olhos de quem ainda é muito pequeno, como a Bia que acabou de fazer um aninho.

Caraíva com crianças
Um dos amiguinhos que a Bia fez em Caraíva já sabia falar, mas apenas na língua Pataxó

Outro ponto alto é que, como na vila existe um clima relaxado e de grande cordialidade entre as pessoas, a sensação de segurança é imensa. As crianças são tratadas com carinho por todos. Na verdade, lá, qualquer ser vivo é tratado com respeito (os burros de carga nem tanto) e quem não o fizer é logo repreendido por quem está em volta.

Mas, alguns cuidados precisam ser observados. Vá preparado e não espere encontrar tudo o que o seu filho possa vir a precisar nos limitadíssimos mercadinhos e na farmácia local. Chupeta, mamadeira ou lenços umedecidos por exemplo, não existem para vender. Leve também os remédios básicos, a fórmula, protetor e repelente para crianças. Na prática, não conte com nada disso disponível por lá.

Carrinhos de bebê para circular na areia fofa das ruas, só se for bem off road mesmo. Nós usamos muito o canguru, bem mais adequado para esse contexto.

Existem hortifrutis, mas a oferta é limitada. Para preparar a comida da Bia, tivemos que nos virar com o que havia disponível. Nossa filha se cansou de repetir as mesmas frutas e legumes ao longo dos 20 dias que passamos em Caraíva, mas sobrevivemos! Também é possível encontrar as papinhas industrializadas, embora custassem o dobro do preço do que seria em uma cidade maior.

Por fim, vale lembrar que Caraíva está distante do hospital mais próximo em Porto Seguro ou mesmo de um posto de saúde melhor em Trancoso. Se a situação realmente exigir, é possível fretar um helicóptero para uma emergência por algo entre R$2.000 e R$3.000.

Mas, vamos deixar esse assunto de emergências de lado. O sul da Bahia é um paraíso é existem muitas coisas para uma criança ou um bebê fazer em Caraíva sem correr perigo nenhum. Além, é claro, do risco do seu pequeno chorar por não querer ir embora!

O que fazer em Caraíva com crianças

tresmochilaspelomundo

Um comentário em “O que fazer em Caraíva

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: