As belezas de Natal

Belezas de Natal: Forte Reis Magos

São muitas as belezas de Natal, uma das capitais mais agradáveis do Nordeste. Boas praias, boa infraestrutura, passeios incríveis e uma infinidade de opções a uma curta distância da cidade.

Nossas três mochilas aportaram no Rio Grande do Norte após uma temporada na Bahia!

Avaliando de fora, pode parecer um pouco sem sentido sair de Trancoso e saltar tantos estados indo diretamente para Natal. Mas tivemos um excelente motivo e é difícil que você não concorde com a ideia básica por trás dessa escolha.

Bebê na Praia de Ponta Negra Natal RN

Em busca do sol

Caímos na vida nômade em junho, no inverno. Passamos os primeiros dias pelo Rio e Minas Gerais. Por sinal, é uma época muito boa para viajar pelo Sudeste, com dias de sol quase garantidos. Nas montanhas um friozinho gostoso e na praia temperaturas mais amenas, ótimo para a Bia que ainda não tinha completado um ano. Embora nas cidades maiores o clima seco somado à poluição podem incomodar.

Passamos o mês de agosto no sul da Bahia. Mais ao norte do que isso, a chuva é intensa pelo menos até o litoral pernambucano, inclusive em setembro. É o inverno nordestino, em que a temperatura não cai tanto, mas a água sim.

Como estamos em busca do sol, avaliamos bem como escapar dessa cilada e constatamos que no Rio Grande do Norte a coisa já começava a melhorar. O clima é sempre um fator decisivo na hora de definir nosso roteiro. Uma referência boa e simples (embora um pouco imprecisa) é o praiômetro do site Viagem na Viagem. É um bom ponto de partida.

Então, pegamos um voo para Natal (com direito a uma escala muito bem aproveitada em Salvador) e alugamos um carro para descer calmamente e chegar em Recife já quase em outubro.

Passar uma tarde em Itapuã

O que fazer em Natal

As belezas de Natal merecem uma visita de pelo menos 2 a 3 dias. A praia de Ponta Negra, as Dunas de Genipabu e o Forte dos Reis Magos não podem ficar de fora da sua visita. Isso sem falar na possibilidade de explorar outras cidades do litoral do Rio Grande do Norte. São Miguel do Gostoso e Pipa, por exemplo, se justificam por si só e vamos tratá-los como destinos à parte.

Aqui, um relato do que entendemos ser o melhor a fazer em Natal, com base nos 10 dias que ficamos por lá.

Praias de Natal

Ponta Negra: A praia de Ponta Negra é o cartão postal e a melhor praia de Natal. É lá que está o icônico Morro do Careca, uma imensa duna com mais de 100m de altura. Há um bom tempo que não é mais permitido subir na duna, mas é possível fazer um passeio de “jangalancha” (R$65), contornando o morro até a praia de Alagamar. Com sorte, você verá golfinhos e tartarugas no caminho. Nesse canto da praia, o mar é mais calmo e a areia mais agitada, com bares que ficam cheios nos finais de semana.

Caminhando na direção oposta, a areia fica cada vez mais tranquila, mas o mar cada vez mais bravo. Então, difícil dizer qual o pedaço mais “família”. Nós reservamos um apartamento no bairro da Ponta Negra e, até por isso, fomos várias vezes na praia e curtimos diferentes trechos dela. A maior parte da orla conta com infraestrutura de guarda-sóis e cadeiras, pelas quais se cobra para usar (R$10 a R$20 por tudo). Confirme o preço antes e negocie uma conversão para consumação.

Atenção que a qualidade do serviço varia muito. Em algumas barracas a comida deixava muito a desejar e a conta nem sempre bateu com nosso consumo real. Por outro lado, em quiosques diferentes comemos bem e fomos bem atendidos. O bairro ainda concentra restaurantes, bares e a vida noturna potiguar. Certamente é a nossa recomendação de região para se hospedar.

Praias do centro: No centro de Natal estão as praias mais urbanas, próximas a hotéis que, em geral, fazem mais sentido para quem está na cidade a trabalho. Há relatos de serem menos seguras e menos limpas, em particular a Praia do Meio. Nós não chegamos a estender nossas cangas por lá, mas passamos para conhecer. As praias dos Artistas e do Forte são bonitas, sendo que nesta última o destaque está em conciliar com uma visita ao Forte dos Reis Magos, de preferência com a maré baixa.

Belezas de Natal: praias do centro

Atrações de Natal

Forte dos Reis Magos: A visita ao Forte dos Reis Magos é um programa que vale à pena fazer. A construção tem um formato que lembra uma estrela e é de 1599. Infelizmente estava fechado para “restauração” quando fomos. Coloco aspas na palavra “restauração” porque não há sinal de obra em andamento e provavelmente ficará assim por mais algum tempo… E ainda assim o passeio se justifica. Isso porque sua localização é simplesmente incrível!

A chegada é impactante. A bela ponte Newton Navarro que atravessa o Rio Potengi oferece boas-vindas de respeito. No caminho, manguezais e piscinas naturais com água super transparente. E o forte propriamente dito está em uma ponta da praia protegida por recifes, emoldurado pelo mar de um verde de encher os olhos. Uma pena não ser possível entrar, mas suas seculares muralhas podem também ser apreciadas pelo lado de fora.

Dunas de Genipabu: as dunas de Genipabu são provavelmente a atração mais conhecida de Natal. O visual é incrível. O branco das dunas, o verde das matas e do mar e o capricho de uma lagoa linda são memoráveis. É possível até andar de dromedário, para quem curte um passeio, no mínimo, exótico. Mas a fama de lá se deve mesmo ao passeio de buggy, com as tradicionais opções “com ou sem emoção”. Se sua escolha for “com”, prepara-se: é emoção pra valer!

Cajueiro de Pirangi: o maior cajueiro do mundo! Localizado na praia de Pirangi, essa árvore descomunal se parece mais com uma pequena floresta. Em função de algum tipo de anomalia genética, seus galhos crescem indefinidamente, tocam o solo e criam novas raízes. A árvore, que no passado foi podada diversas vezes (hoje é proibido fazer isso), já ocupa uma área de 8.500 m2 e continua a ganhar terreno sobre as ruas do entorno.

Toda a estrutura continua a depender do seu tronco central, que tem estimados 120 anos de idade. Aliás, esta é outra curiosidade. Enquanto um cajueiro normal dá frutos aproximadamente até os 40 anos, o Cajueiro de Pirangi continua a produzir cerca de 2,5 toneladas de caju (entre 70.000 e 80.000 unidades) a cada safra. É a mais única das belezas de Natal. Imperdível!

Parques: Natal conta ainda com alguns parques que merecem destaque. O mais conhecido é o Parque das Dunas, que fica entre o centro e a praia de Ponta Negra. Muito bom para ir com crianças – a Bia adorou – e para correr e fazer trilhas. Outra opção, que na verdade não chegamos a ir e até ouvimos algumas reclamações com relação à infraestrutura, é o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte. Válido para quem tem mais tempo e quer realmente explorar tudo o que a cidade tem a oferecer.

Explorando a região: bate e volta a partir de Natal

Como já comentei, esse post é para falar do que fazer em Natal e não no estado como um todo. Mas isso não significa que a cidade não possa ser usada como base para explorar a região. Alguns lugares não deveriam ficar de fora dos seus planos:

Parrachos de Maracajaú: a 1h30 de Natal no sentido norte, está ali um pedaço do Caribe no Brasil. Na maré baixa se formam piscinas naturais a 7km da costa com água cristalina e muitos peixinhos para serem vistos. Os passeios de catamarã podem incomodar quem não curte muito o clima de “excursão”, mas o apelo de um mar estilo caribe não deixa de ser tentador, certo?

Lagoas de Nísia Floresta: Nísia Floresta é uma cidade vizinha de Natal e é onde estão, dentre várias lagoas, as mais conhecidas Pitangui e Jacumã. É lugar para relaxar deitado na rede com a bunda na água. Um clássico potiguar! Aliás, uma boa alternativa é incluir no mesmo dia o Cajueiro de Pirangi, uma passada nas praias de Tabatinga e Cumurupim (com piscinas naturais ideias para crianças) e fechar relaxadão em uma dessas lagoas. Programão!

A vida como ela é

Ficamos 10 dias em Natal. É bastante tempo. Mas, para falar a verdade, alguns dos passeios que recomendamos aí, nós não fizemos. Pelo menos, não dessa vez. Eu já estive em Natal anos atrás e fiz um roteiro completar ao desta temporada.

Futebol no Pôr do Sol na praia de Ponta Negra, Natal - RN

Não rodamos de buggy pelas Dunas de Genipabu porque achamos arriscado ir com a Bia tão pequena. Mais do que isso, o giro é longo e seria cansativo pra ela. Também não pudemos curtir as praias de Tabatinga e Cumurupim como queríamos. Fomos para o Rio Grande do Norte em busca do sol, mas nesse dia em particular, choveu forte.

Além disso, ficamos alguns dias de molho em casa ou no máximo demos uma passada na praia de Ponta de Negra. A Bia teve uma alergia e ficou doentinha. Nada sério e pouco depois ela já estava recuperada. Mas escolhemos dar a ela o tempo que fosse necessário para descansar. São coisas da vida.

Sabemos que imprevistos em uma viagem de férias podem ser muito frustantes. É quase desesperador perder o precioso tempo disponível para viajar com problemas de saúde ou tempo ruim.

Mas viajar para nós deixou de ser um momento e virou rotina. Não nos deixamos abater pelo “tempo perdido”. Sabemos que a vida continua e, mais ainda, que a viagem continua. Então, ficamos em casa sem nenhum ressentimento. Logo adiante, nos esperava Pipa e, lá, a saúde da Beatriz estava perfeita e o sol voltou a brilhar!

Vista Praia do Amor do Chapadão em Pipa - RN

tresmochilaspelomundo

3 comentários em “As belezas de Natal

  1. Deixei meu comentário aqui, mas não sei onde foi parar ! Talvez tenha clicado , inadvertidamente ,em alguma tecla como “Gravatar”…..

    1. Oi, Lêda! Tudo bem? Estávamos em Fernando de Noronha e como lá a Internet é bem ruim, não consegui entrar para aprovar seu comentário. Esse outro que sumiu, não sei o que aconteceu. Realmente não apareceu pra mim. De qualquer forma, a partir de agora, seus comentários serão aprovados automaticamente! 😉 Abraços

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: