um mochilão de volta ao mundo

mochilando pelo mundo

construindo caminhos

Em 2011, embarcamos pela primeira vez em uma longa viagem. Deixamos nossos empregos promissores em São Paulo e aquela vida que parecia tão adequada aos nossos 30 anos para fazer um mochilão de volta ao mundo. Viajamos durante um ano gastando bem pouco.

Tiramos um sabático e levamos nossas mochilas por 27 países em cinco continentes. Cada um de nós tinha um carro (nada demais, modelos comuns), que vendemos antes de partir. Com esse dinheiro, pagamos a viagem.

Nessa loucura de “largar tudo”, vivemos os melhores dias de nossas vidas!

mochilão de volta ao mundo - tailândia

Estivemos em metrópoles vibrantes e modernas como Barcelona, Shanghai e Sidney. E antigas cidades abandonadas como Petra, na Jordânia e Angkor, no Camboja. Fomos a atrações turísticas super conhecidas como o Taj Mahal, as Pirâmides do Egito e a Muralha da China. E também a lugares igualmente espetaculares, mas menos visitados como Meteora, na Grécia, as Cataratas do Zimbábue e Luang Prabang, no Laos.

Fizemos caminhadas que duraram dias entre as montanhas mais altas do mundo no Nepal e em meio a terraços de arroz no interior da China. Nadamos em mais do que 7 mares diferentes e mergulhamos em ilhas gregas, na Tailândia, na Indonésia e no Mar Vermelho. Esquiamos na França e fizemos sandboard na Namíbia.

Acampamos na savana africana em Botswana, no deserto do Saara no Marrocos e aos pés do Monte Everest no Tibete. Dividimos quarto com mais de 20 pessoas em Londres e a cama apertada de um trem na Índia com meia dúzia de indianos. Dormimos por duas semanas dentro do carro na Nova Zelândia e por alguns dias em um barco no Vietnã.

Visitamos países de maioria cristã, islâmica, judia, budista, hindu e país predominantemente ateu. Interagimos com 20 línguas diferentes, escritas em meia dúzia de alfabetos distintos.

Experimentamos pratos deliciosos e algumas coisas estranhas em barracas de rua. Comemos sem ter certeza do que estava no prato e às vezes nos arrependemos de descobrir. Frequentamos restaurantes populares, comemos com as pessoas locais e cozinhamos muitas vezes.

Voamos de avião e balão. Andamos de carro, moto, quadriciclo, ônibus, trem, caminhão, tuc-tuc, bicicleta, camelo, elefante e incontáveis quilômetros a pé. Riquexós puxados por motos e também por pessoas a pé ou de bicicleta, o que é uma sensação bem estranha. Navegamos em grandes navios, balsas gigantescas, barcos a vela, pequenas canoas, mokoros e um barco de cruzeiro.

Conhecemos muitos lugares e estilos de vida completamente diferentes. Foi um turbilhão de experiências novas, belezas imensas e muitos choques culturais. Gente de todo canto e de todo tipo. Momentos marcantes, algumas dificuldades e muitas alegrias.

Depois desse mochilão de volta ao mundo e todas as experiências que vivemos, sabíamos que uma vida toda certinha não iria funcionar mais pra gente. Passar por tanta coisa ampliou nossas perspectivas e nos transformou profundamente.

Não dava pra ignorar a lembrança de ter provado o gosto de viver livre pelo planeta. Tivemos a chance de descobrir que com planejamento, disposição e coragem nem é tão complicado assim viver viajando.

Provavelmente, não seríamos nômades hoje se não fosse esse mochilão. Nosso mundo expandiu e nunca mais conseguimos caber em uma vida longe da estrada.


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mochilão de volta ao mundo - taj mahal

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