Os profetas de Aleijadinho em Congonhas

A cidade de Congonhas e sua impressionante arquitetura barroca é uma oportunidade imperdível de viagem de um dia a partir de Belo Horizonte.

Seu lugar de destaque entre as cidades históricas de Minas Gerais é garantido pela obra monumental de Aleijadinho: os doze profetas da Basílica de Bom Jesus de Matosinhos.

Profetas de Aleijadinho em Congonhas MG

O que fazer em Congonhas

Para quem vai a Congonhas, há ainda mais para ver além da obra-prima de Aleijadinho.

Todo o Complexo do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos é tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

O complexo inclui 6 capelas que ilustram os passos da Paixão de Cristo e, é claro, tem a imponente igreja como grande destaque.

Enquanto os 12 profetas foram feitos em pedra-sabão, dentro das capelas existem outras dezenas de representações esculpidas em madeira e em tamanho real feitas por Aleijadinho e seu ateliê.

Bem próximo ao Santuário, está o Museu de Congonhas, inaugurado em 2015.

Moderno e interativo, o museu conta a história da construção do santuário e dos peregrinos, que muitas vezes vêm a pé de muito longe movidos por sua fé.

Santuário Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas MG
Em um anexo do Santuário, peregrinos deixam fotos e mensagens de agradecimento por graças alcançadas

Um pouco mais adiante, está a Romaria. Inicialmente construída como alojamento para receber os peregrinos, sua versão original foi demolida na década de 1960. Nos anos 1990, foi reerguida como centro cultural. Atualmente, está fechada para reformas.

Na cidade, também é possível conhecer a Igreja de São José, de estilo neo-clássico.

Ou seja, para quem curte história, arquitetura colonial ou turismo religioso, Congonhas justifica facilmente sua visita.

Em frente ao Na porta da Igreja do Bom Jesus do Matosinhos

Profetas ou Inconfidentes?

O conjunto desenvolvido por Aleijadinho e sua equipe no Complexo do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos é considerado por alguns estudiosos como um dos mais belos exemplos da arte barroca do mundo.

As esculturas em pedra-sabão compõem uma das séries mais completas da iconografia cristã jamais realizadas.

Todos os 12 profetas foram esculpidos em menos de 10 anos, quando Aleijadinho já estava bastante debilitado e com vários dedos amputados.

Porém, há ainda mais uma fator a alimentar a mística em torno dessa obra. Existem indícios de que os profetas retratem, na verdade, os principais líderes da Inconfidência Mineira.

Isso estaria marcado nas feições das estátuas, nas inscrições em latim e até mesmo nos gestos e adornos ali representados. Em pleno período colonial, a homenagem aos inconfidentes seria uma afronta à coroa portuguesa.

Verdade ou não, a polêmica torna a visita ainda mais interessante.

Profetas de Aleijadinho em Congonhas MG

Como chegar e quanto tempo ficar

Congonhas fica às margens da BR-040, que liga a capital mineira ao Rio de Janeiro. BH está a cerca de 80 km de distância ou 1h30 de carro.

Em cerca de duas horas é possível conhecer o melhor da cidade. É claro que a depender do seu interesse pela arquitetura e pelas obras barrocas, pode-se ficar por muito mais tempo.

Na porta da Igreja do Bom Jesus do Matosinhos

Mas, no geral, as pessoas ficam uma parte do dia ou, no máximo, um dia inteiro. O que acaba sendo perfeito para quem quer fazer um bate-e-volta a partir de Belo Horizonte ou incluir uma parada a caminho de Ouro Preto.

Nós fomos para lá a partir de Tiradentes. Dormimos uma noite e de tarde seguimos viagem em direção à Santo Antônio do Leite, uma simpática vila com a cara do interior de Minas.

Mas, essa já é outra história que contaremos no próximo post.

Sentadas em frente ao Santuário Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas MG

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Roteiro a pé por Tiradentes

Percorrer um roteiro pelas ruas de Tiradentes faz você se sentir dentro de um cenário de filme. O casario, as ruas, as praças e igrejas, tudo perfeitamente em seu lugar irá te transportar para o século XVIII.

O Centro Histórico é um dos mais charmosos do Brasil. E com as atrações bem concentradas é perfeito para ser feito a pé.

Roteiro a pé por Tiradentes

Roteiro por Tiradentes

Esse roteiro é pensado para ser feito em um dia. Dessa forma, você poderá andar com calma, desfrutando de cada esquina dessa cidade linda. Almoçar tranquilamente e entrar em pelo menos algumas das muitas igrejas, museus e galerias.

Mas, se estiver sem tempo, em cerca de 1h30 também é possível percorrer esse caminho. Afinal, ele completo tem cerca de 3,5 Km.

Mapa roteiro a pé por Tiradentes
Mapa para o roteiro a pé por Tiradentes

1. Do Largo das Forras ao Chafariz de São José

O ponto de partida é a principal praça de Tiradentes, o Largo das Forras. No entorno da praça estão pousadas, bares, restaurantes e lojinhas. Ali, também ficam estacionadas as charretes que fazem tours pela cidade e são um sucesso com as crianças.

Charretes no Largo das Forras em Tiradentes
Charretes no Largo das Forras em Tiradentes

Siga pela rua Min. Gabriel Passos por 350 metros até chegar à rua do Chafariz. Vire à direita e ande 100 metros até o Chafariz São José.

Para quem mal começou o roteiro, é preciso força para resistir aos empórios e cafés gostosos que convidam para uma parada logo no início do caminho. Em Tiradentes há uma tentação atrás da outra.

O Chafariz de São José é enorme e parece até a fachada de uma igreja. Foi construído em 1749 e fornecia água potável para praticamente tudo o que a cidade precisava.

2. A ladeira mais fotogênica de Tiradentes

Volte pelo caminho que veio na rua do Chafariz e continue subindo a ladeira em direção à Igreja Matriz de Santo Antônio. A rua em curva com o casario colonial e a igreja ao fundo rende fotos incríveis.

Ladeira da Rua do Chafariz em Tiradentes com vista para Matriz Santo Antônio

Suba atento aos detalhes das fachadas das casas e também dê uma espiada dentro dos ateliês e lojas de antiguidades. A essa altura do roteiro, Tiradentes certamente já terá ganhado seu coração.

A Igreja Matriz de Santo Antônio não é uma igreja qualquer. Para começar, a fachada é de Aleijadinho e seu interior é uma obra de arte com 482 kg de ouro. E ainda tem a localização de destaque, em um dos pontos mais elevados de Tiradentes, com uma vista belíssima para a cidade e para a Serra de São José.

Um imenso órgão português trazido para a igreja em 1785 pode ser ouvido nas noites de sexta-feira. É o Concertos ao Órgão. Os ingressos são vendidos lá mesmo.

Igreja Matriz de Santo Antônio em Tiradentes

3. Santíssima Trindade: o tesouro escondido da cidade

A maioria dos turistas não explora o bairro residencial que se esconde atrás da Igreja Matriz de Santo Antônio e não conhece uma das ruas mais charmosas de Tiradentes.

A rua Santíssima Trindade – que leva até a praça e santuário de mesmo nome – é toda ocupada por casas lindas, com bancos ao lado da entrada e calçadas bem cuidadas.

Leva cerca de 20 minutos para andar pouco mais de 1 km no trajeto de ida e volta da Matriz de Santo Antônio até o Santuário da Santíssima Trindade.

4. Rua Direita

Continue voltando um pouco mais pelo caminho de onde veio, descendo um quarteirão pela rua da Câmara. Se não tiver olhado para trás quando estava subindo, aproveite agora para observar como é bonita a Serra de São José se erguendo por trás do casario colonial.

Vista do casario colonial de Tiradentes e da Serra de São José
Roteiro a pé por Tiradentes: vista do casario e da Serra São José

Vire na rua Direita, uma das ruas mais tradicionais de Tiradentes. Se estiver na hora do almoço, por ali existem bons restaurantes como o italiano Spaghetti e o Tragaluz, de comida mineira.

Para quem está com crianças, a boa pedida é comer no restaurante na praça da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Ali tem espaço para elas correrem e os pais podem relaxar nas mesas do lado de fora.

Bem em frente à praça está o Museu de Sant’Ana e um pouco adiante o Centro Cultural Ives Alves. Ambos merecem uma visita.

Casario colonial e Serra de São José na Rua Direita, Tiradentes MG
O charme da Rua Direita

5. Do Largo do Sol ao Largo das Mercês

Vire à direita para subir a rua Padre Toledo até o Largo do Sol. Um amplo espaço arborizado em que estão a igreja de São João Evangelista e o Museu Padre Toledo.

Uma curiosidade: em frente à escola pública, há uma estátua de Tiradentes com os trajes e feições que ele realmente deve ter tido, bem diferentes das versões dos livros de história. Vale à pena conferir.

Desça pela rua Resende Costa até chegar de volta ao Largo das Forras. Seguindo pela rua Silvio Vasconcelos, pouco adiante está a Ponte das Forras. Feita de pedra, forma um cenário de sonhos com os casarões imponentes e o gramado do Largo das Mercês em seu entorno.

Ponte das Forras em Tiradentes
A Ponte das Forras conecta o Largo das Forras e o Largo das Mercês

6. Encerramento com uma grande vista

No Largo das Mercês, está a Igreja Nossa Senhora das Mercês, em estilo rococó (o que a destaque das outras igrejas barrocas de Tiradentes).

Lá, também tem lojas de artesanato e decoração. Sabe o tipo de loja que é uma delícia de visitar mesmo que você não compre nada? Em especial, não deixe de entrar na Marcas Mineiras. É muito maior do que parece por fora e tem um café super gostoso no jardim interno.

Para fechar com chave de ouro esse roteiro a pé por Tiradentes, respire fundo e prepare-se para encarar uma última (e intensa) subida.

A ladeira que leva à Igreja São Francisco de Paula é íngreme, mas a vista compensará o esforço. Do gramado em frente à igreja, se tem um dos visuais mais bonitos de Tiradentes, com quase todo o centro histórico aos seus pés.

Centro histórico com a Igreja Matriz de Santo Antônio em destaque em Tiradentes
Centro histórico com a Igreja Matriz de Santo Antônio em destaque

Depois de um dia perfeito como esse, você merecerá relaxar em um dos bares do Largo das Forras ou se preparar para jantar em um dos tantos bons restaurantes de Tiradentes.

Também publicamos uma versão resumida deste roteiro no Instagram:

O que mais deve fazer parte de seu roteiro em Tiradentes:

Se tiver mais dias para ficar em Tiradentes, recomendamos algumas opções que ficaram de fora deste roteiro.

Maria Fumaça: uma das marcas registradas de Tiradentes, a Maria Fumaça ainda faz viagens até São João Del Rei, outra bela cidade histórica de Minas. O trajeto dura cerca de 30 minutos e é uma experiência fantástica.

Cachoeira do Bom Despacho: localizada na Estrada Real, logo na saída de Tiradentes, o acesso até essa cachoeira é muito fácil. É boa para ir com crianças e pode ser uma alternativa para se refrescar em dias quentes.

Bichinho: o vilarejo de Bichinho está a 8 km de Tiradentes, mas, na realidade, pertence à cidade de Prados. Um lugar super gostoso, com lojas de móveis, casinhas simpáticas e excelentes lugares para almoçar a tradicional comida mineira.

Nossos próximos passos

Depois de termos passado um tempo nas cachoeiras de Minas Gerais (estivemos antes na Serra da Canastra, Capitólio e Carrancas), decidimos mudar um pouco de ares e curtir as cidades históricas mineiras.

Família Nômade em Tiradentes
Nossa casa em Tiradentes

E nada melhor do que começar essa nova fase do roteiro por Tiradentes. A cidade pode até não ter construções tão imponente como as que encontramos em Ouro Preto ou Diamantina, mas é mais acolhedora e gostosa de andar nas ruas.

Menos carros e gente. E mais arte, cultura, bares, lojas e restaurantes.

Já fomos a Tiradentes um bom número de vezes e vamos continuar voltando. Durante um tempo, até sonhamos em morar lá. Dessa vez, curtimos uma semana hospedados em uma casa ótima, com jardim pra Bia brincar e espaço de sobra.

Mas Minas tem muito mais história para contar e a viagem precisa seguir em frente. Próxima parada: os profetas de Aleijadinho em Congonhas.

Profetas de Aleijadinho em Congonhas - Igreja Bom Jesus do Matozinhos

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As cachoeiras de Carrancas

Minas Gerais é a terra das cachoeiras e Carrancas é uma de suas estrelas. Mas, parece que diante de tanta concorrência esse destino delicioso ainda passa um pouco despercebido.

A simpática cidadezinha localizada a cerca de 90 km de Tiradentes e quase 300 km de Belo Horizonte guarda tesouros lindíssimos e perfeitos para recarregar as energias. Se você gosta de natureza, certamente deve incluir esse pequeno paraíso na sua lista de desejos.

Talvez seja a distância das grandes cidades o que a mantem fora do radar da maioria dos turistas – o que não deixa de ser uma oportunidade para curtir seus dias de forma mais sossegada. Como ficamos por uma semana, tivemos a chance de mergulhar em algumas de suas mais de 70 cachoeiras praticamente sem ninguém por perto.

Para quem não tem tanto tempo, dois ou três dias são suficientes para explorar as principais atrações, se esbaldar com uma boa comida mineira e aproveitar o belo visual das serras do entorno.

Carrancas tem mais de 70 cachoeiras catalogadas

São tantas cachoeiras que elas foram organizadas nos chamados “complexos”. Cada complexo tem um conjunto de quedas e poços para nadar. Quase todas estão em áreas particulares e podem cobrar entrada ou restringir o acesso.

Nada fica muito longe da cidade e as estradinhas de terra são fáceis de rodar e bem bonitas.

Cachoeira do Luciano, Complexo da Fumaça, Carrancas MG

A seguir a nossa recomendação do que fazer em Carrancas. Agrupamos os complexos que estão bem próximos entre si e podem ser feitos juntos.

Complexo da Zilda + Serra do Moleque

O Complexo da Zilda (R$5), com cachoeiras, poços e escorregadores naturais, é uma parada obrigatória e a uma das principais atrações de Carrancas. Fica a 12 km da cidade, mas a estrada de terra tem paisagens lindas e certamente você não se importará com a distância.

O Escorregador da Zilda é o lugar para voltar a ser criança. Uma superfície natural perfeitamente lisa formando um toboágua que termina em um poço transparente. Diversão garantida!

Escorregador da Zilda, Carrancas MG
Escorregador da Zilda: nada como voltar a ser criança!

Ali perto, uma curta caminhada leva até a Cachoeira dos Índios e a um conjunto de pinturas rupestres. Aliás, existem outros lugares com pinturas rupestres na região, o que é um bônus para quem vai a Carrancas. A partir daí, para ir até a Cachoeira das Onças é bom estar com alguém que conheça o caminho.

O mesmo vale para quem quer conhecer a Racha da Zilda. Para ir lá é necessário nadar contra a correnteza dentro de um cânion. Portanto, indicado para quem tem espírito aventureiro. Ainda assim, é necessário ir com guia e equipamento de segurança. Na cidade é possível fechar com uma agência para te levar.

Pinturas rupestres de Carrancas
Pinturas rupestres em Carrancas

Parque Serra do Moleque

Em 2018, as cachoeiras da Zilda e do Guatambú se “separaram” do Complexo da Zilda e viraram o Parque Serra do Moleque. A entrada pulou para R$25, mas junto veio a construção de uma boa estrutura. Estacionamento, restaurantes, banheiros e limpeza dos rios. Além do investimento em acessibilidade, incluindo uma carretinha puxada por um trator para levar os visitantes.

Sem dúvidas, é um exemplo de profissionalização do turismo na região. Quem já é escolado no ecoturismo pode até torcer o nariz para esse tipo de iniciativa. Afinal, gosta dos lugares mais vazios e de encontrar a natureza mais próxima do seu “estado original”. Mas temos que admitir que isso permite que mais pessoas conheçam esses paraísos naturais e que, se feito com responsabilidade, pode contribuir para a preservação a longo prazo.

Cachoeiras de Carrancas
Cachoeira do Salomão no Complexo da Ponte

Complexo da Ponte + Complexo da Toca

A entrada para o Complexo da Ponte (R$5) está a apenas 3 km da cidade. Uma caminhada leve por trilhas bem sinalizadas passa por alguns poços de água super cristalina e pelas cachoeiras do Salomão e do Moinho. A cachoeira do Salomão, em especial, é uma das mais bonitas de Carrancas.

Para ir para o Complexo da Toca (R$10) saindo do Complexo da Ponte, basta atravessar para o outro lado da rodovia. Além de seu próprio escorregador, lá também está o Poço do Coração: uma piscina caprichosamente esculpida pela natureza no formato de um coração.

Complexo da Fumaça + Complexo Vargem Grande

Pouca gente sabe, mas Carrancas já foi cenário de várias novelas globais. A Cachoeira da Zilda já deu a cara nas telinhas algumas vezes, mas o principal cartão postal é a Cachoeira da Fumaça.

Localizada no Complexo da Fumaça – um parque municipal com acesso gratuito – é uma das mais bonitas e certamente a mais conhecida das cachoeiras de Carrancas. Infelizmente, hoje há uma recomendação de não entrar na água. O motivo: a água não está limpa e o elevado risco de afogamento.

Cachoeira da Fumaça: cartão postal de Carrancas
Cachoeira da Fumaça: cartão postal de Carrancas

No mesmo lugar, existem outras cachoeiras como do Luciano e a Véu da Noiva, com 40 metros de queda e que pode ser visitada tanto na parte baixa, como na parte alta a partir de trilhas curtas.

Bem perto da cidade, é um dos lugares que recebe mais turistas. Em geral, passam ali de manhã e seguem para o Complexo Vargem Grande.

Complexo Vargem Grande

No Complexo Vargem Grande paga-se R$5 de estacionamento e mais uma contribuição no valor que quiser (e se quiser). De resto, é aproveitar as inúmeras piscinas naturais e corredeiras.

Cheio de áreas verdes e pequenos poços para nadar, o difícil é escolher em quais deles parar para aproveitar. Mas uma coisa é certa: um bom tempo merece ser dedicado à Cachoeira da Esmeralda.

Uma bela queda d’água com um grande poço com a água de um tom esverdeado incrível. Tente estar lá por volta das 12hs porque a cachoeira está em um cânion e o espetáculo fica mais completo quando está iluminada pelo sol.

Cachoeiras de Carrancas: Índios

Para além das cachoeiras de Carrancas

Nós não chegamos a conhecer o Complexo Grão Mogol (R$15), por demandar a contratação de um guia e ter acesso mais complicado. Não é em todo lugar que conseguimos chegar levando a Bia e, para falar a verdade, são tantas as cachoeiras em Carrancas que não deu tempo de ir, mesmo passando lá uma semana.

Trilhas Carrancas MG
Nem sempre é possível chegar em todos os lugares levando uma bebê :-p

As agências ainda oferecem vários tipo de passeios que vão além das visitas às cachoeiras, como:

  • Trilhas e travessias pelas serras
  • Circuitos de quadriciclo e passeio de 4×4 na Chapada dos Perdizes e Serra das Broas
  • Rapel e cicloturismo
  • Voos duplos de parapente (aliás, o Paredão, onde está a rampa de voo livre é um ótimo lugar para um pôr do sol memorável)

E tem a própria cidade. Carrancas é um lugar simples, mas muito gostoso. A Igreja Matriz é bem bonita e a praça em seu entorno é ideal para ficar com crianças.

Programe-se para ir também

Nós ficamos em uma casinha muito gostosa na saída da cidade. Nessa nossa vida nômade, a Bia tem bem poucos brinquedos. É o que podemos levar. Então, normalmente damos um jeito de “criar” coisas para ela brincar. Porém, em Carrancas isso não foi um problema. Ficamos em uma casa em que também mora uma bebê e havia um baú cheio de brinquedos para ela se esbaldar. Foi uma farra a semana inteira!

Brincando em Carrancas

Carrancas ainda tem opções que vão de pousadas charmosas a albergues e campings. Muita gente procura pelos chalés nas montanhas ao redor, o que pode deixar a experiência ainda melhor. Não é difícil encontrar hospedagem por lá. Já os restaurantes são um pouco mais escassos e encontrar um lugar para comer fora do horário do almoço pode ser complicado, em especial nos dias de semana.

Na praça da Igreja Matriz estão os restaurantes mais conhecidos (e também mais caros). Destacam-se o charmoso Virada do Largo e o Adobe. Por ali, de noite, o Pit Burger pode ser a única solução aberta. Dentre as opções mais econômicas, destacamos o Uai Tchê (R$27 para comer à vontade + R$6 para a sobremesa). E o restaurante Tempero da Nair, nossa maior recomendação (R$18, sem balança).

Estivemos lá em Novembro e pegamos alguns dias de chuva. Essa época é assim e dezembro e janeiro podem ser ainda mais chuvosos. Portanto, se quer garantir dias de sol, são os meses a serem evitados. No inverno, faz frio de noite, o que pode dar uma charme especial para quem quer ficar nas montanhas.

Seguimos na estrada

Depois de uma temporada de muitas cachoeiras na Serra da Canastra, em Capitólio e em Carrancas, apontamos nosso GPS para algumas das cidades históricas de Minas Gerais. Hora de mudar um pouco de ares e curtir um pouco o clima do Brasil Colônia. Seguimos na estrada para uma etapa dessa viagem sem fim!

Sentadas no interior de Minas

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Final de semana em Capitólio

Em um final de semana em Capitólio, você fará passeios de lancha nas águas verde esmeralda da represa de Furnas, passando por cânions magníficos e cenários deslumbrantes. Conhecerá algumas cachoeiras e piscinas naturais de água cristalina. Comerá uma boa comida mineira. E voltará pra casa com um gostinho de quero mais.

Capitólio recentemente foi descoberta por pessoas de todo Brasil e tem visto o número de turistas crescer rapidamente. Se até outro dia era mais conhecida pelas mansões do condomínio Escarpas do Lago e pelos iates na represa, hoje a oferta de passeios de lancha e cachoeiras em áreas particulares abertas ao público é enorme.

Final de semana em Capitólio

Neste post detalhamos uma programação para quem vai passar pouco tempo em Capitólio e quer saber o que há de melhor para fazer por lá. A cidade também pode ser usada como base para ir na parte baixa da cachoeira Casca D’Anta, no Parque Nacional da Serra da Canastra. Mas sobre isso falamos melhor nesse outro post.

Passeio de lancha / chalana

Em um dos dias do seu final de semana em Capitólio, acorde cedo e vá fazer um passeio de lancha. Quanto mais cedo começar, melhores as chances de encontrar os lugares ainda vazios, sem muitas outras lanchas para dividir o espaço.

Os passeios (R$70 por 2 horas e R$90 para 3 horas) podem ser fechados com agências ou diretamente no píer de onde saem. Fica na MG-050 em frente ao Restaurante do Turvo. Você para o carro no estacionamento do restaurante e alguém irá te abordar para oferecer o passeio. As lanchas saem quando fecham grupos de 8 pessoas.

Outra opção é ir de chalana (R$60), que são maiores e tem um bar funcionando durante todo o passeio. Saem do mesmo lugar, mas é importante comprar com antecedência (compre nesse site). Há diferenças. As lanchas conseguem entrar em lugares mais estreitos como o Vale dos Tucanos, onde as chalanas não vão. Além disso, as chalanas são bem mais lentas, menos confortáveis e saem mais cheias.

Os passeios irão explorar os cantos mais bonitos dessa parte da represa de Furnas. A água é super transparente, de um verde profundo lindíssimo. As cascatas caem diretamente sobre a represa dentro de cânions com paredes de pedra verticais. E nas paradas para nadar, alguns bares flutuantes completam o programa. Vale muito à pena!

De tarde, dá tempo de curtir uma cachoeira. No caminho, aproveite para parar no Mirante dos Cânions. Se até pouco tempo atrás era só parar o carro na beira da estrada e curtir a vista, hoje o acesso é cobrado (R$20). Um preço que achei bem exagerado. Aliás, o acesso a cachoeira Cascatinha (R$10) estará logo ao lado e pode ser um bom programa também.

Cachoeiras de Capitólio

As cachoeiras de Capitólio se destacam pela água incrivelmente transparente e pelo recorte geométrico das rochas, formando piscinas naturais e poços dourados perfeitos para o mergulho.

É uma região em que os rios correm dentro de cânions, garantindo cenários espetaculares para as cachoeiras. A seguir listamos as mais recomendadas. Em um final de semana em Capitólio, dá para sem pressa conciliar uma cachoeira no dia do passeio de lancha e fazer até duas outras no dia seguinte.

Trilha do Sol (R$40)

Nós conhecemos muitas cachoeiras mundo a fora. Pelo menos uma centena delas em Minas Gerais. E temos que dizer: as cachoeiras da Trilha do Sol estão entre as mais bonitas que já vimos. Acima da cachoeira, os poços parecem desenhados. Com diferentes profundidades e pequenas quedas d’água, formando piscinas naturais retangulares perfeitas para relaxar.

Trilha do Sol Cachoeira do Grito Capitólio MG
Cachoeira do Grito, Trilha do Sol

Apesar do nome trilha, trata-se de um passeio bem fácil acesso, com ótima estrutura. Cerca de 4km levam as cachoeiras No Limite, do Grito e ao pitoresco Poço Dourado. E a comida do restaurante é gostosa, uma boa opção para almoçar (pratos em torno de R$30).

Final de Semana em Capitólio: Cachoeira do Grito, Trilha do Sol

As cachoeiras podem ser fechadas em caso de chuva pelo risco de trombas d’água. O acesso é por uma curta estrada de terra que sai da MG-050, próximo ao Restaurante do Turvo, de onde partem os passeios de lancha.

Cachoeira da Capivara e da Pedra Ancorada (R$25)

A cachoeira da Pedra Ancorada oferece pequenas piscinas naturais com hidromassagem, perfeitas para crianças. A cachoeira da Capivara tem um grande poço para nadar. Em comum: a paisagem paradisíaca.

Acesso pelo MG-050, próximo ao Mirante dos Cânions. São mais 2,5km de estrada de terra. O lugar é lindo, mas não tem estrutura. Então, é bom levar lanche e água. Também fecha em caso de chuva.

Paraíso Perdido (R$40)

Dúzias de piscinas naturais e oito quedas d’água em meio à vegetação da Serra da Canastra em um cenário cinematográfico. É isto o que te espera no Paraíso Perdido. A região da entrada tem uma cara meio de clubão, com muitas mesas e churrasqueiras. É preciso caminhar sobre as pedras para conhecer as cachoeiras.

O acesso é pelo MG-050. Há uma placa sinalizando a entrada pouco depois do trevo de Furnas. São mais 4,5km de estrada de terra, sempre com placas sinalizando o caminho. Tem um restaurante, mas que não funciona durante a semana. E como em quase todas as cachoeiras da região, a chuva aqui também encerra o passeio.

Bebê na cachoeira em Capitólio, Serra da Canastra, Minas Gerais

Para fechar o dia

Depois de curtir o melhor de Capitólio, procure algum lugar para ver o pôr do sol na represa de Furnas. Nossa recomendação é no Kanto da Ilha, uma cervejaria à beira da represa com decoração bacana, comida boa e um deck com uma bela vista.

Como chegar, onde ficar e quando ir

Como chegar: A gente já estava pela região. Passamos duas semanas na Serra da Canastra em uma casa em Vargem Bonita. Então, para nós a viagem durou uma hora. Para quem vem de Belo Horizonte, são 280 km. A maior parte do tempo na MG-050, uma estrada bem cuidada e pedagiada.

Quando ir: No outono chove menos e a represa de Furnas está cheia e mais bonita. A primavera também é uma boa época. No verão, por outro lado, chove bastante em Capitólio. Pode ficar lotado nos feriados. Atenção que muitas cachoeiras fecham em dias de chuva pelo risco de trombas d’água.

Onde ficar: Há opções em Capitólio para diferentes tamanhos de bolso. A procura por mansões alugadas para grupos é alta, mas também tem resorts, pousadas, hostels, casas e quartos no Airbnb. Para poder ficar em um apartamento melhor e dentro do nosso orçamento, preferimos ficar na cidade de Piumhi, onde as opções são mais baratas. Está a meia hora de carro de Capitólio.

Nossa casa em Piumhi - Capitólio - Serra da Canastra
Nossa casa em Piumhi

Por onde vamos?

Depois de uma longa temporada de praias no Nordeste, mergulhamos em uma fase de muitas serras e cachoeiras pelo interior de Minas. Estamos adorando curtir essa vida em meio a natureza e ver como a Bia tem se adaptado bem a cada novo ambiente.

Deixando para trás a Serra da Canastra, seguimos em busca de mais paisagens bucólicas e belas cachoeiras em Carrancas. Mudamos mais uma vez de casa e em breve traremos essas notícias.

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Roteiro de 3 ou 4 dias na Serra da Canastra

A Serra da Canastra é o destino perfeito para quem gosta de ecoturismo, boa comida e quer experimentar a simplicidade acolhedora do interior de Minas. É possível conhecer as principais atrações em um roteiro de 3 ou 4 dias. Mas, se puder ficar mais, a região é lindíssima e existem dezenas de cachoeiras para visitar.

Roteiro de 3 ou 4 dias na Serra da Canastra

O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 para preservar as nascentes do Rio São Francisco. Ele nasce no alto da serra e despenca na Casca D’Anta, uma das cachoeiras mais bonitas do Brasil. Aliás, a beleza cênica das montanhas, as charmosas estradas de terra e as muitas trilhas formam um contexto perfeito para o turismo de aventura.

A comida feita no fogão à lenha, farta e cheirosa é uma tentação à parte. O torresmo, o tutu, a costelinha, a couve, os doces caseiros e o cafezinho… Para não falar do pão de queijo e, é claro, a goiabada (ou doce de leite) com uma fatia de queijo canastra fresco. No interior de Minas Gerais, todo almoço é um potencial banquete.

Roteiro pela Serra da Canastra

Nós ficamos por duas semanas em uma casa com vista para a serra na cidade de Vargem Bonita. Tivemos tempo de explorar atrações menos conhecidas, como praias nas margens do São Francisco e uma dúzia de cachoeiras diferentes. Mas, resumimos nesse roteiro o que a Serra da Canastra tem de melhor.

Mapa do Parque Nacional da Serra da Canastra
Mapa com as principais atrações do Parque Nacional da Serra da Canastra

Dia 01: Parte Baixa da Casca D’Anta

22 km de uma boa estrada de terra vai de Vargem Bonita até a portaria 4 do Parque Nacional da Serra da Canastra (R$10). Dali, uma trilha bem tranquila de menos de 2km leva até a base da cachoeira Casca D’Anta. Com 186 metros de queda livre, a Casca D’Anta é a maior cachoeira do rio São Francisco. E sem dúvidas é também a mais impressionante. O visual é espetacular!

Se a caminhada até a cachoeira é fácil mesmo com crianças, entrar no enorme poço já é outra história. Além de gelado, o poço é bem fundo e a pressão da cachoeira deixa a água agitada. Mas não se preocupe com isso. Ao longo da trilha, o rio São Francisco oferece remansos tranquilos para um mergulho revigorante.

Para quem estiver com mais disposição, uma opção para esse dia é fazer a trilha que vai da parte baixa até a parte alta da Casca D’Anta. São cerca de 2 horas para subir e outras 2 horas para voltar. É essencial levar o que for comer e beber.

Pare no caminho de volta para Vargem Bonita em um dos excelentes restaurantes com vistas incríveis e a mais tradicional comida mineira. Para um café e um pão de queijo com pernil, há um empório também. Aproveite para abastecer a dispensa com queijo canastra. Passe o restante da tarde em uma das outras atrações da região e o pôr do sol no Morro do Carvão.

Cachoeira Casca Danta - Serra da Canastra

Existem pelo menos 3 boas opções de atrações. Bem próximo à portaria do parque estão as piscinas naturais do Tio Zezico (R$10). Mais alguns quilômetros adiante está a cachoeira da Chinela (R$10). Com acesso fácil, costuma estar em todos os roteiros na Serra da Canastra. E por perto também estão as cachoeiras Lavra e Lavrinha (R$10). Para essa última, prepare-se para abrir e fechar sete porteiras no caminho. Mas, em geral, fica mais vazia que a Chinela e pode ser uma alternativa melhor para quem prefere sossego.

Dia 02: Parte alta do Parque Nacional

Um roteiro pela Serra da Canastra não pode deixar de fora o giro pela parte alta do parque nacional. Saia cedo para aproveitar bem o dia. E leve bastante água e comida porque não há nenhuma opção pelo caminho.

Saindo de São Roque de Minas, são 8km de subida até a entrada do parque nacional pela portaria 1 (R$10). Se não estiver em um 4×4, verifique as condições da estrada. Com chuva podem ficar bem complicadas. Dentro do parque, as paisagens são belíssimas e, andando com atenção, é possível ver tamanduás-bandeira, tatus, carcarás, corujas e dezenas de outras espécies de animais.

O belo voo do Carcará
O belo voo do Carcará

Recomendamos fazer o roteiro clássico: começar pela Nascente Histórica do Rio São Francisco (recebe esse nome porque a nascente de fato do rio é um tema controverso e disputado com outro local). Passar pelo Curral de Pedras e seguir para a parte alta da Casca D’Anta. Essa é a principal atração do dia. Aproveite os poços excelentes para nadar, curta o mirante e a bonita cachoeira que precede a queda principal.

Parte alta cachoeira Casca D'Anta - Serra da Canastra
Parte alta da cachoeira Casca D’Anta

Ainda nesse dia, é possível visitar a parte alta das cachoeiras do Alto dos Rolinhos e do Rasga Canga. Ambas com bons poços para nadar. Fizemos essas atrações com calma e quando voltamos para São Roque, os restaurantes já estavam fechados. Então, paramos para almoçar no pesque a pague Garça Branca no caminho para Vargem Bonita, que fica aberto até mais tarde. Foi uma excelente pedida!

Dia 03: Complexo do Capão-Forro e Fazendas de Queijo

O Complexo do Capão-Forro (R$20) fica em uma área particular, na estrada que dá acesso à portaria 01 do parque nacional. Está próximo a São Roque de Minas e conta com 5 cachoeiras lindas que chegamos sem maiores dificuldades levando a Bia. Da para passar o dia inteiro lá, se quiser. Para isso, mais uma vez, é preciso levar água e comida. Mas também é possível começar cedo e conciliar com um programa diferente de tarde.

Complexo Capão Forro, Serra da Canastra
Complexo Capão-Forro

Esse pedaço de Minas também é reconhecido pela produção do desejado queijo Canastra, patrimônio cultural imaterial brasileiro. É possível visitar fazendas de queijo, como a Roça da Cidade ou o Empório É Nóis na Canastra. E assim conhecer o processo artesanal de produção e degustar do melhor queijo do mundo (alerta: opinião de um mineiro).

Queijo Canastra
Canastra: o melhor queijo do mundo :-p

Tendo tempo ou não de visitar as fazendas, nem pense em voltar pra casa sem experimentar e comprar algumas peças de diferentes produtores. O queijo Canastra é um dos grandes destaques dessa viagem!

Uma alternativa para quem não curtir a ideia de visitar uma fazenda de queijo é voltar até São Roque e almoçar lá. Depois, seguir para a bonita cachoeira do Cerradão (R$25), também próxima à cidade.

Roteiro Serra da Canastra

Dia 04: Cachoeira do Fundão

Somente a Casca D’Anta na Serra da Canastra é capaz de rivalizar com a beleza da cachoeira do Fundão. E não são poucas as pessoas que a considerem ainda mais especial. Uma queda magnífica sobre um poço amplo e profundo de água cristalina. O acesso complicado a deixa bem menos frequentada e muito melhor preservada. Com um charme a mais: é possível nadar até uma gruta atrás da cachoeira e vê-la de um ângulo completamente diferente.

Roteiro Serra da Canastra - Cachoeira do Fundão
Cachoeira do Fundão

Não é fácil chegar lá e por isso acaba ficando de fora do roteiro de muita gente na Serra da Canastra. Está mais próxima da portaria 2 e a cerca de 50 km de São Roque de Minas. A estrada de terra toma tempo para ser vencida e os últimos 5 km são bem ruins, realmente só recomendados para 4×4. Há quem deixe o carro lá em cima para continuar a pé. Outra opção é fechar com uma agência para te levar.

Mesmo para quem está de 4×4, tem ainda uma trilha de cerca de 45 minutos que envolve pequenas escaladas em pedras e alguns trechos com corda e mata um pouco fechada. Não há muita sinalização, por isso é preciso ir com atenção. É um pouco complicada, mas a gente estava com a Bia no canguru e chegamos lá sem problemas. Na volta, é possível fazer um pequeno desvio para conhecer outra atração típica da Canastra, a Garagem de Pedra.

Se você tem mais dias

Em um roteiro pela Serra da Canastra, é possível ir acrescentando cachoeiras à sua programação quase que indefinidamente. Perto do acesso à parte baixa da Casca D’Anta, você pode explorar todas as opções que listamos na sugestão de roteiro para o primeiro dia. E quando o rio São Francisco está com um bom volume d’água, também é possível fazer um boia cross por ali.

Cachoeira do Fundão, Serra da Canastra

Entre São Roque de Minas e São João Batista da Canastra a lista de lindas cachoeiras é longa. Entre outras, as cachoeiras Antônio Ricardo, dos Escravos e o acesso à parte baixa do Rolinhos são destaques.

Com mais tempo ainda, dá para conhecer Capitólio, cada vez mais procurada por gente de todo Brasil. Leva 1h30 em uma boa estrada asfaltada até as principais atrações. A gente foi lá, mas não a partir de nossa base na Serra da Canastra. Mudamos para uma casa mais próxima, em Piumhi. Mas isso a gente conta no próximo post.

Roteiro Serra da Canastra - Parte Baixa Casca D'Anta

Quando ir

Segundo o site do ICMBio, que administra o parque nacional, a época ideal para visitar a Serra da Canastra é de abril a outubro, que é quando chove menos. Nessa época, em especial junho e julho, é bem mais fácil chegar nas atrações mesmo em um carro convencional (a cachoeira do Fundão continua demandando pelo menos um carro bem alto).

Os períodos chuvosos trazem o risco de trombas d’água e pioria muito as condições das estradas. Aí só de 4×4. Por outro lado, é a chance de ver as cachoeiras bem volumosas, o que pode valer o sacrifício.

Onde ficar

A Serra da Canastra ocupa uma área grande e a maior parte das estradas é de terra. Então, escolher errado onde ficar pode atrapalhar muito a sua vida. Vou dar um exemplo: se você estiver hospedado em Delfinópolis e quiser visitar a parte alta da Casca D’Anta, são 3 horas só para chegar lá. Se chover, piorou. E ainda tem que voltar, né?

Para quem irá se concentrar nas principais atrações, São Roque de Minas é a melhor opção para usar como base. Está mais próxima da parte alta da Serra da Canastra (roteiros sugeridos para os dias 2, 3 e 4). Mas, Vargem Bonita é quase tão boa quanto e está mais próxima da parte baixa da Casca D’Anta (sugestão para o dia 01). De qualquer forma, leva menos de 30 minutos para ir de uma cidade até a outra.

Ficar em Sacramento ou Delfinópolis faz sentido para quem quer explorar regiões menos conhecidas da Serra da Canastra. Também repletas de cachoeiras lindas. E tem Capitólio para quem quer conciliar a visita aos cânions com uma bate e volta à parte baixa da Casca D’Anta.

Vida na roça

Vida na roça, Vargem Bonita MG

Nós ficamos duas semanas em uma casa em Vargem Bonita. Pesou – como acontece sempre nas nossas escolhas – as opções disponíveis de hospedagem. Vargem Bonita é ainda menor e mais pacata que São Roque de Minas. Lá, encontramos um lugar simples, já fora da cidade. Com a cozinha na varada de frente pra serra, com quintal e galinhas em volta.

Mergulhamos em uma rotina mineira, de tomar café da manhã vendo os passarinhos, a Beatriz sair para cumprimentar o tio do trator e os vizinhos aparecerem no portão para um dedo de prosa.

A vida nômade permite esse luxo, poder experimentar diferentes realidades por um tempo. Mas é “nômade”, afinal. Então, seguimos em frente. Ainda nos limites da Serra da Canastra, mas em uma casa e uma atmosfera bem diferente.

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Hoje foi dia de mudança. Nos despedimos da nossa casinha na Serra da Canastra. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Foram 2 semanas vivendo uma rotina simples e deliciosa que começava na varanda, que era integrada com a cozinha e tinha uma super vista para a serra. Dividimos esses momentos com falcões, tucanos, seriemas, maritacas e outros tantos pássaros que passavam pra lá e pra cá. Aquele cafezinho e o melhor pão de queijo (claro que feito com queijo canastra.) ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Dali seguíamos o roteiro: Estrada de terra + caminhada + cachoeira + almoço no fogão a lenha. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ E de volta à nossa varanda para um dedo de prosa com os vizinhos e aquele pôr do sol na serra. Até que a invasão de besouros e outros tantos insetos dava o nosso toque de recolher. 😳😝 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Dias passados sem pressa, curtindo o ritmo e as delícias do interior de Minas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #serradacanastra #canastra #riosaofrancisco #velhochico #cachoeira #nomadesdigitais #familianomade #nomadismodigital #digitalnomad #digitalnomadfamily #nomadlist #viajandocomcrianças #viajandocombebe #travellingwithkids #travellingfamily #slowtravel #mochilaoemfamilia #mochilaocombebe #backpackingwithkids #mochilandopelomundo #tresmochilaspelomundo

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Dez experiências imperdíveis em Fernando de Noronha

A lista de possíveis experiências para viver em Fernando de Noronha é imensa. A ilha é um dos lugares mais bonitos do mundo, com dezenas de atrações para todos os gostos. Diante de tantas opções, o que fazer? Descrevemos nesse post os momentos mais memoráveis dos 10 dias que ficamos por lá.

Pôr do sol em Fernando de Noronha

A lista não segue nenhuma ordem específica. Todas as experiências abaixo ajudam a fazer de Noronha um dos destinos mais cobiçados do Brasil. Algumas delas recomendamos até fazer mais de uma vez. E apesar de ser um destino de natureza, com trilhas e infraestrutura simples, ir com filhos não é problema. A gente estava com a Bia e não deixamos de fazer nada!

#1. Caminhar entre a Praia do Boldró e a Baía dos Porcos

Que tal passar o dia caminhando por algumas das praias mais bonitas do Brasil com uma vista quase permanente para o principal cartão postal de Noronha: o Morro Dois Irmãos?

Praia do Americano, Fernando de Noronha
Praia do Americano

É isso o que te espera na trilha Costa Esmeralda. Na verdade, a trilha começa na Praia do Cachorro e se você estiver com disposição e quiser incluir mais esse trecho (praias do Cachorro, do Meio e da Conceição), sem dúvidas valerá à pena!

Trata-se de uma sequência sensacional de praias, que também passa pelo Boldró, Americano, Bode, Cacimba do Padre – onde ocorre uma etapa do campeonato mundial de surf – e termina na famosíssima Baía dos Porcos.

Recomendamos fazer o trajeto sem pressa, parando em cada praia. Das experiências em Noronha, curtir a areia dourada e o mar transparente é a que mais tem a cara da ilha. Alguns trechos exigem pequenas escaladas em pedras, principalmente quando a maré está alta. Levar a Bia exigiu um cuidado adicional, mas foi até tranquilo.

Cacimba do Padre com Morro Dois Irmãos, Fernando de Noronha
Cacimba do Padre

#2. Ver tubarões bebês na Praia do Sueste

Existem experiências que só são possíveis em Noronha: estávamos sentados com a Bia na praia, aproveitando uma piscina natural rasinha. Ótimo para ela brincar protegida das ondas. Então, quando a maré começou a subir, passou nadando bem no meio de nós um pequeno tubarão! E logo depois mais um. E mais alguns nos minutos seguintes.

Não é em qualquer lugar que você divide a piscina natural com alguns tubarões

Esses tubarões bebês, com cerca de um metro de tamanho, aparecem aos montes na Praia do Sueste. Eles se abrigam lá para não virar comida de tubarões maiores. E dá para observá-los bem de perto, sem precisar molhar mais do que as canelas no mar. É incrível.

Em Fernando de Noronha há uma quantidade enorme de tubarões de diferentes espécies. Esse é um dos grandes baratos da ilha. E não há porque temer. Os registros de ataques, além de muito raros, sempre envolvem um ser humano fazendo algum tipo de bobagem (do tipo tentar pegar um tubarão com as mãos ou cutucar um deles com um pau-de-selfie).

Portanto, essa experiência é super indicada para todos! Recomendamos inclusive fazer um snorkel por ali. Dá para alugar o equipamento no Sueste mesmo. Além dos próprios tubarões, é bem comum encontrar tartarugas enormes se aproveitando das águas protegidas da baía.

Perto do Sueste, a Praia do Leão é outro ponto que reúne muitos tubarões próximos da areia. Mas de mar aberto, não são só os pequenos que dão as caras por ali.

Praia do Leão, Fernando de Noronha
Praia do Leão

#3. Descer as escadas para a Praia do Sancho

Lá embaixo, está a praia considerada a mais bonita do Brasil e uma das cinco mais bonitas do mundo. Em cima, está você, louco para mergulhar naquele mar azul turquesa absurdamente transparente. Entre vocês, uma escada vertical que entra por um fenda estreita na rocha e desaparece no interior da montanha.

Muita gente fica com receio de encarar essa escada até a Praia do Sancho, mas a não ser que você chegue de barco, esse é o único caminho. Nós ficamos receosos também. Afinal, como seria para descer carregando a Beatriz?

A boa notícia é que apesar dessa escadaria pedir um pouco de atenção e disposição, ele é acessível para a grande maioria das pessoas. Colocamos a Bia no canguru, deixamos ela bem junto ao corpo e passamos sem maiores dificuldades. E o visual fica ainda mais espetacular depois de vencer os degraus mais famosos do Brasil. Esta praia inigualável merecia ser acessada de uma forma única.

É claro que depois de descer, também é preciso subir de volta as escadas que dão acesso à Praia do Sancho

#4. Curtir com calma a praia mais bonita do Brasil

Existem lugares que você já viu mil fotos, já ouviu um milhão de elogios e ainda assim não consegue segurar o queixo quando vê pela primeira vez com os próprios olhos. A beleza da Praia do Sancho é absolutamente irresistível.

Mirante Praia do Sancho
Sancho: a praia mais bonita do Brasil

O acesso complicado já explicado acima e o fluxo cada vez maior de visitantes levaram a um controle de horários para subida e descida. Durante uma hora só é possível descer. Na hora seguinte, só se pode subir. E assim vai alternando. Querendo fazer um monte de coisas no mesmo dia e não querendo perder uma janela de subida, muitas pessoas passam pouco tempo aproveitando mesmo a praia. Acabam indo embora rápido demais.

Nossa dica é: viva essa experiência dando a ela o tempo que merece. Dificilmente você terá tão cedo oportunidade de estar em uma praia tão linda. Desfrute! Tome também algumas precauções: Leve snorkel, lanche e água porque não há nenhuma estrutura depois da portaria do parque nacional. E passe bastante protetor porque são poucas as sombras disponíveis.

No mais, relaxe e veja como a praia fica mais vazia de tarde. Tenha momentos quase que sozinho em um dos cantos mais incríveis que você terá visitado na vida.

Praia do Sancho vazia, Fernando de Noronha
Praia do Sancho vazia: uma das melhores experiências de Noronha

#5. Refrescar em uma piscina natural

Quem não curte passar um tempo relaxando em uma piscina natural de água transparente, com peixinhos nadando a sua volta e de frente para um visual cinematográfico?

Na maré baixa, Fernando de Noronha fica repleta de piscinas naturais. Algumas, como a do Atalaia, são restritas a poucas pessoas pré-agendadas por dia. Na Baía dos Porcos tem outra que a entrada é proibida a todos para preservar seus coloridos corais. E tem ainda o Buraco do Galego, na Praia do Cachorro, que o problema é diferente: desde que o Neymar e a Bruna Marquezine tiraram uma foto lá, passou a formar filas de turistas em busca do clique instagramável.

Mas não se preocupe, não faltam opções espalhadas por toda a ilha. Em pouco tempo você irá encontrar uma piscina vazia só te esperando. Aliás, as praias de modo geral não ficam cheias. Isso torna essas experiências em Noronha muito mais especiais.

Experiências em Noronha: piscina natural na Baía dos Porcos
Baía dos Porcos, piscina natural com vista para o Morro Dois Irmãos

#6. Apreciar as vistas

Um lugar lindo, cheio de falésias e acidentes geográficos não poderia dar em outra coisa: uma enorme oferta de belíssimos mirantes. Boa parte das pessoas voltam de Fernando de Noronha com a imagem de uma vista sensacional como a memória mais forte da ilha. Às vezes, só do alto é que é possível capturar o espetáculo da natureza em sua grandeza.

Alguns desses mirantes são de fácil acesso, como na Praia do Leão. Outros têm estrutura, mas demandam alguma caminhada. Como o percurso que passa pela Baía dos Golfinhos, Praia do Sancho e Baía dos Porcos. Para os outros casos, ponha as pernas para trabalhar! Encare as trilhas, se arrisque um pouco a subir as pedras e busque as vistas do alto. Dificilmente Noronha irá te desapontar.

Mirante para a Baía dos Porcos com o Morro Dois Irmãos
Vista para a Baía dos Porcos

#7. Fazer a trilha do Atalaia

Um dos programas mais procurados de Noronha é a trilha do Atalaia. Existe uma versão curta – uma caminhada leve que visita uma piscina natural – e uma versão longa – três piscinas naturais e uma caminhada mais pesada.

Ambas precisam ser pré-agendadas e atenção: as vagas são concorridas e esgotam rapidamente. Para a versão longa também é obrigatório contratar um guia. Para saber mais sobre o agendamento de trilhas, acesse o site do Parque Nacional de Noronha.

A trilha curta vai até a piscina natural que se forma na maré baixa na praia do Atalaia. Um número limitado de pessoas terá direito a fazer um snorkel ali e o tempo na água é cronometrado. Cada um pode ficar, no máximo, 30 minutos. Tudo controlado pelo ICMBio. O mar é especialmente transparente e berçário de diversas espécies, recebendo inclusive tubarões e tartarugas.

Experiências: Trilha do Atalaia: Ilha do Frade, na chegada da Praia do Atalaia, Fernando de Noronha
Ilha do Frade, na chegada da Praia do Atalaia

#8. Mergulhar

Fernando de Noronha é um dos principais destinos de mergulho do mundo e tem opções para diferentes níveis de mergulhadores. O mar é reconhecido pela visibilidade incrível e pela imensa diversidade e abundância de vida marinha.

A gente sempre soube que esta seria uma de nossas melhores experiências em Noronha. Mergulhar foi nosso principal motivo para ir para a ilha (não que faltassem outras boas razões).

Mergulhando de cilindro, vimos barracudas gigantes e lagostas do tamanho de um cachorro, diferentes tipos de tubarões e uma variedade enorme de peixes. Mas quem roubou a cena no último mergulho foi uma raia manta com mais de quatro metros de envergadura. Nos avisaram que se a gente contasse não acreditariam, mas não é história de mergulhador não. Vimos mesmo! 😉

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Em 2010 fizemos nosso primeiro curso de mergulho em Arraial do cabo. Estávamos às vésperas de iniciar nossa viagem de volta ao mundo e íamos passar por países famosos por excelentes mergulhos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Foi paixão no primeiro cilindro! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ De lá pra cá mergulhamos em lugares incríveis como no Mar vermelho, Indonésia, Tailândia, San Andres, Ilha de Páscoa e Cozumel. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Noronha sempre esteve na nossa lista de desejos. Afinal, como não conhecer o ponto de mergulho brasileiro mais espetacular com seus famosos tubarões e a excelente visibilidade. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ E não decepcionou. A vida marinha de Noronha é riquíssima! Vimos diversos tubarões e até uma raia manta de 4 metros 😱😍. Algo super raro e emociante até para os instrutores que mergulham diariamente na ilha. Vimos tanta coisa que é melhor deixar pra contar em um proximo post. 😜 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #fernandodenoronha #noronhese #scubadive #atlantisnoronha #mergulhonoronha #noronhacombebe #nordestebrasileiro #nomadesdigitais #familianomade #nomadismodigital #digitalnomad #digitalnomadfamily #nomadlist #viajandocomcrianca #travellingwithkids #travellingfamily #vidasimples #slowtravel #mochilaoemfamilia #backpackingwithkids #mochilandopelomundo #tresmochilaspelomundo

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Se você não mergulha com cilindro, Noronha é o lugar para fazer o batismo – que é um mergulho guiado que dispensa qualquer experiência prévia. Se ainda assim não for sua praia, o snorkel também é fenomenal. Foi assim que vimos tubarões menores, muitas tartarugas, cardumes lindos e muito mais, até mesmo um grande naufrágio na Praia do Porto.

Existe ainda a opção do Aquasub, também chamado de pranchinha. Que é um snorkel puxado por uma lancha. Isso te permite vasculhar uma área muito maior, além de que os pilotos sabem bem onde te levar. No mais, se jogue na água com uma máscara sempre que puder. Explorar o fundo do mar é um programa imperdível em Noronha.

Experiências em Noronha: mergulhar
Nós dois aí na água deixa a pergunta: quem está tomando conta da Bia?

#9. Ver golfinhos rotadores saltando

O golfinho rotador tem cerca de 2 metros e a capacidade de dar grandes saltos para fora da água girando até sete vezes sobre o próprio eixo. Eles se reúnem em grandes grupos e os saltos fazem parte de uma exibição para potenciais parceiros. É um espetáculo que dificilmente você irá esquecer.

As experiências com golfinhos são uma das marcas registradas de Noronha. Para ver uma multidão deles, vá bem cedo ao Mirante dos Golfinhos. O portão do parque nacional abre 6h30, esteja lá. Centenas se reúnem nesse local e quanto mais cedo, melhores as chances de vê-los. Porém, saiba que será de bem longe e bem do alto. Leve binóculos, se tiver.

Experiências em Noronha: ver golfinhos. Mirante dos Golfinhos, Fernando de Noronha
Mirante dos Golfinhos

Para ver os golfinhos de perto, é preciso estar na água. Voltando dos mergulhos, passamos perto de alguns grupos. Em uma dessas vezes, algumas dezenas deles nos seguiram por uns cinco minutos. Como o mar é muito transparente, era possível ver como vinham nadando rápido e se projetavam rodopiando para fora d´água. Sensacional! Boa parte das pessoas que fazem os passeios de barco, amplamente ofertados na ilha, têm oportunidade de ver uma cena parecida com essa.

Mas, provavelmente a melhor experiência a se ter com os golfinhos rotadores seja na canoa havaiana. Você vai remando até perto de onde eles costumam aparecer e são bem grandes as chances de você se ver cercado deles.

#10. Fechar o dia com o pôr do sol no mar

Nenhuma lista de experiências em Noronha poderia deixar de fora a mais tradicional de todas: curtir o pôr do sol. O pôr do sol na ilha é um clássico. Primeiro porque é no mar, o que não acontece no litoral brasileiro. Segundo, pelo contorno inconfundível das montanhas de Noronha. Por fim, porque quando um dia acaba no paraíso, em geral, você está tomado por uma sensação maravilhosa de contentamento.

Para muitos, o pôr do sol no Forte do Boldró é o mais bonito, com o Dois Irmãos ali pertinho. Para quem quer ver o dia terminar em grande estilo, o restaurante Mergulhão na Praia do Porto tem mesas disputadíssimas (e preço alto também). O mais procurado é na praia da Conceição, próximo ao Bar do Meio. Eu gostei muito do visual da fortaleza Nossa Senhora dos Remédios. A dica é aproveitar cada dia em algum lugar diferente.

Experiências em Noronha: pôr do sol na praia da conceição, bar do Meio
Praia da Conceição

Por essas e muitas outras experiências que a gente já sai de Fernando de Noronha querendo voltar. Deu vontade de ir?

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A Paraíba surpreende

Se você não conhece a Paraíba, é quase certo que o estado te surpreenda. Se já conhece, mas não é apaixonado ainda, então volte lá porque garanto que vai valer à pena! As praias da Paraíba são maravilhosas, a capital é muito bem organizada e gostosa de visitar e em Campina Grande está o maior e mais tradicional São João do Brasil. Inexplicavelmente, é bem menos badalada que outros estados do Nordeste. Mas, não se deixe enganar, a Paraíba surpreende!

Praias da Paraíba

Jampa

João Pessoa é um lugar que da vontade de morar. Uma orla bonita, avenidas bem cuidadas, muito verde e o trânsito que funciona melhor do que em outras capitais brasileiras. Não é grande demais a ponto de ficar caótica, nem pequena demais para que falte infraestrutura. Do tamanho ideal para uma vida tranquila junto ao mar.

Em Jampa – como João Pessoa é carinhosamente chamada – existe uma boa oferta de atrações para ocupar pelo menos dois ou três dias dos visitantes. A começar pelas praias próximas ao centro, que entre dezembro e março contam com o mar verde clarinho. As praias Tambaú e Cabo Branco estão na região hoteleira e os quiosques do calçadão funcionam como bares e restaurantes. Já a praia do Bessa tem menos estrutura e e um visual menos urbano.

Bebê em João Pessoa

Um programa clássico é fazer um dos passeios para a Ilha Vermelha ou as piscinas naturais do Picãozinho ou do Seixas. Vale dizer que as três se formam na maré baixa e os passeios só estão disponíveis cerca de 20 dias por mês. Quer se planejar, olho na lua e na tábua de marés.

Se estiver com tempo disponível na cidade, vá conhecer o centro histórico. Em especial o Centro Cultural São Francisco, considerado um dos mais belos exemplos do barroco brasileiro. Não espere um centrinho gostoso de caminhar, mas para quem gosta de garimpar construções coloniais, é uma boa opção.

E para fechar seu dia, vá ver o pôr do sol na Praia do Jacaré ao som de Bolero de Ravel, saindo do sax de José Jurandir Félix, o Jurandy do Sax.

O ponto mais oriental das Américas

Em João Pessoa está a Ponta do Seixas – o ponto mais oriental das Américas. Lá, o sol nasce antes de qualquer outro lugar do continente americano. Da primeira vez que estive em João Pessoa, acampei na Ponta do Seixas para ser o primeiro a ver o sol surgir no horizonte. Coloquei o despertador para as 5hs só para descobrir que já era dia há pelo menos 20 minutos rs. A praia em si vale mais pela curiosidade geográfica, mas o Farol de Cabo Branco e o Bosque dos Sonhos são um ótimo lugar para passar o tempo com crianças. A Bia se divertiu durante horas nesse parque muito bem cuidado.

Além disso, dali saem passeios para as piscinas naturais do Seixas. São menos concorridas que as piscinas do Picãozinho e que a Ilha Vermelha. A Ponta do Seixas é também o caminho para as praias do sul da Paraíba. Vale dizer que enquanto as praias ao norte de João Pessoa tem acesso bem complicado, na direção sul, em especial no município do Conde, estão praias maravilhosas e com acesso bem mais fácil.

O litoral sul

Poucos lugares no mundo podem se dar ao luxo de ter praias como as da Paraíba praticamente desertas. Se alguns lugares do litoral sul concentram bares, restaurantes e um pouco de movimento, são longos os trechos praticamente sem estrutura e com a areia inteirinha esperando só por você.

Praias da Paraíba: Coqueirinhos, mirante da Praia de Tambaba
Mirante da praia de Tambaba

Entre as praias que merecem destaque está a do Amor. Assim como sua homônima em Pipa, é bela pelas falésias e o mar limpo e esverdeado que domina a região. E ainda tem um atrativo peculiar: uma rocha furada que garante sorte no amor ao casal que passar por baixo. Nada mal!

Ainda mais tranquila, é a praia da Tabatinga. Com lagoas de água doce do rio Bocatu, mais falésias coloridas e recifes compondo o cenário. A areia fofinha e gostosa de caminhar. A estrutura de apoio é mínima, como acontece na maior parte das praias do sul ou do norte da Paraíba e é melhor levar o que for comer e beber.

Praia dos Coqueirinhos, Conde PB
Praia do Coqueirinho

Seguindo adiante, vem a praia do Coqueirinho. Simplesmente linda! A curva delicada da praia, os coqueiros nas encostas, o mar calmo e quentinho… deliciosa! Perfeita para nós e para a Beatriz correr à vontade. E não é só o mar a grande atração por ali. Um pouco mais pra frente, em uma parte praticamente deserta da praia, as falésias se desdobram em canyons e anfiteatros naturais. Algumas formações incríveis se destacam como o Castelo da Princesa e não faltam mirantes para curtir essa beleza também do alto.

Pescadores nas Praias da Paraíba: Coqueirinhos, Conde PB

Cânion nas falésias e o Castelo da Princesa, Praia dos Coqueirinhos PB
Cânion nas falésias e o Castelo da Princesa à direita

Boa parte das praias da Paraíba pode ser explorada a partir de passeios de buggy que saem de João Pessoa. Se na direção norte essa é em geral a melhor pedida, no sentido sul não chega a ser imprescindível. Não há dificuldades em ir no próprio carro, basta caminhar o pedaço final pela areia.

Praias da Paraíba: Coqueirinhos Conde

Tambaba: a experiência nudista.

Continuando para o sul, vem a praia de Tambaba. Tratam-se, na verdade, de duas praias. A primeira parte da Tambaba está aberta a todos é lindíssima. Um mirante logo na chegada (vista para a última parte da praia do Coqueirinho) já vale o passeio. A primeira faixa de areia é pequena, mas inesquecível. Na maré baixa, tranquilidade. Com ela subindo, começa a luta diária da rocha com um coqueiro no alto contra o mar. Bonito de ver.

Praias da Paraíba: Tambaba
Tambaba: a primeira parte da praia é aberta a todos, com ou sem roupas

Mas é a segunda parte da Tambaba que merece nosso destaque. Cruzando um pequeno morro que divide os dois trechos, vem a Tambaba que é realmente famosa. Além de incrivelmente bela (sempre na lista das mais bonitas do Brasil), trata-se da primeira praia oficial de naturismo do Brasil. Não há opção, só pode entrar se estiver peladão. Quer saber se a gente foi? Em poucas palavras: a experiência nudista é libertadora! Foi muito legal. Veja o relato que a Letícia colocou no Instagram:

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Você já ouviu falar na Praia de Tambaba? Essa praia incrivelmente linda fica a 35km de João Pessoa e surpreende logo na chegada com uma imponente pedra com um coqueiro no alto e suas piscinas naturais (passa pro lado pra ver ele na maré alta e na baixa). Mas, o inusitado não para por aí. É só andar um pouquinho que encontramos uma divisão na praia. A partir dali o local passa a ser naturista, ou seja, as pessoas só podem entrar completamente nuas. 😱 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Que é isso?! Então a praia fica cheia de homens tarados? Nãaaaooo! A praia tem várias regras e o ambiente é super familiar. Logo na entrada estão listadas as regras que proíbem homens desacompanhados, fotografar outros banhistas e usar qualquer tipo de vestimenta. Ah, e claro que qualquer ato obsceno também é proibido. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Tem visitante de todas as idades e, em geral, são discretos e não ficam reparando uns nos outros. Sem NENHUM assédio. Tudo na maior naturalidade. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Para nós, foi uma experiência leve e divertida. E você, toparia visitar a praia? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #joaopessoa #jampa #paraiba #tambaba #praianaturista #praiadenudismo #naturismo #nordestebrasileiro #nomadesdigitais #familianomade #nomadismodigital #digitalnomad #digitalnomadfamily #nomadlist #viajandocomcrianca #travellingwithkids #travellingfamily #minimalismo #vidasimples #slowtravel #mochilaoemfamilia #backpackingwithkids #mochilandopelomundo #tresmochilaspelomundo

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Não é a primeira vez que eu vou a Paraíba. E não foi a primeira vez que me surpreendi. Com a boa estrutura de João Pessoa. Com a simpatia das pessoas. E com a beleza das praias. Sempre vale à pena voltar!

Praias da Paraíba

A caminho do sonho

Deixamos João Pessoa rumo a Pernambuco e a realização de um sonho. Quando pensamos no roteiro para a fase “brasileira” de nossa vida pelo mundo – ou seja, o segundo semestre de 2019 – um único destino estava definido. O restante a gente foi encaixando. Era um sonho nosso. Um dos poucos lugares do Brasil que a gente falava em ir há muito tempo, mas ainda não conhecia.

Para isso, a gente ainda precisava passar pelo Recife. Com dois dias de folga, a gente achou uma ideia bem melhor ficar em Olinda – a charmosa e histórica vizinha da capital pernambucana. Foi uma decisão super acertada. Foram dias de bastante calor, então rodamos lentamente pelo centro histórico e aproveitamos também para descansar um pouco.

Até porque os próximos dias a gente sabia que seriam intensos. De Olinda, fomos para o aeroporto de Recife e, de lá, rumo ao mais cobiçado paraíso brasileiro. Veja no próximo post!

Vista da janela do avião

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As praias de Pipa

As praias de Pipa entram facilmente para a lista das mais bonitas do Brasil. E o que não faltam são falésias para apreciá-las do alto. São vistas que sozinhas já valem a viagem. Isso sem falar no astral relaxado da vila. Não é por acaso que Pipa se tornou a grande estrela do litoral do Rio Grande do Norte.

O vilarejo está localizado no município de Tibau do Sul e merece muito mais do que um bate e volta a partir de Natal (85km). Uma bela lista de praias que devem ser curtidas com calma, mirantes incríveis, bons restaurantes, uma noite animada etc. São muitos os motivos para ficar por lá.

Praia em Pipa RN com falésias e pedras caídas

A primeira vez que fomos juntos à Pipa foi em 2014 e ficamos por uma semana. Dessa vez, aumentamos para duas semanas. Tempo suficiente para a gente ajustar nossa rotina ao ritmo das marés.

Se você não tiver tantos dias (o que é bem normal), considere ficar lá por pelo menos 2 ou 3 noites. Isso já dará tempo de conhecer bem as praias e curtir a vila. Você não se arrependerá!

Pipa: um dos trechos mais bonitos do litoral do Brasil

O litoral brasileiro é bem privilegiado. Contamos com uma diversidade de belas praias respeitável. Quantidade com qualidade. Portanto, se destacar não é fácil. Mas Pipa está um degrau acima. Faz parte do grupo seletíssimo das praias mais bonitas de todo Brasil.

O litoral é recordado, com praias de areia dourada emolduradas por falésias multicoloridas. A vegetação densa e os coqueiros enfeitam as encostas. Na maré baixa, surgem as piscinas naturais de água transparente.

Mãe e filha do mirante do Chapadão olhando para a Praia do Amor - Pipa RN

Algumas praias de Pipa têm bares badalados, mas também existem longos trechos quase desertos para contemplar sossegado. Os golfinhos são tão frequentes que é fácil avistar grupos e até mesmo nadar entre eles.

É um excelente lugar para fazer longas caminhadas. O cenário muda de uma praia para outra, sempre surpreendente. É possível caminhar ora pela areia, ora pelo topo das falésias. O visual é de tirar o fôlego. Mas é bom estar preparado para o sobe e desce. As escadarias fazem parte do dia a dia em Pipa.

Pai e filha nas Escadarias de Pipa

As praias de Pipa

A Praia da Pipa propriamente dita é também conhecida como Praia Principal ou do Centro. Então, para ficar claro, quando falamos das praias de Pipa estamos incluindo tudo o que está entre Barra do Cunhaú e a Lagoa de Guaraíras, em Tibau do Sul.

Mapa das praias de Pipa
Mapa de Pipa: fonte https://mapasblog.blogspot.com/

Ao sul da vila de Pipa

Da Vila de Pipa até Barra do Cunhaú de carro não leva nem 40 minutos (isso se não houver fila para a balsa). Outra opção é fazer o trajeto pelas praias de buggy, quadriciclo ou jeep. No último trecho do caminho, é preciso atravessar o rio Catú em pequenas jangadas. Aliás, essa travessia foi o ponto alto do nosso dia. Um cenário espetacular e a situação inusitada do carro flutuando lentamente sobre o rio.

Barra do Cunhaú tem praias às margens do rio Curimataú e piscinas naturais junto ao mar. Venta bastante, o que atrai escolas e praticantes de kite e windsurf. Seguindo na direção de Pipa, Sibaúma tem uma pegada parecida, com piscinas naturais na maré baixa protegendo do mar agitado. Alguns restaurantes com dúzias de opções de pratos de camarão dão apoio a quem quiser passar o dia por lá.

Na sequência, vem a Praia das Minas, outra com bem pouco movimento. Algumas poucas casas próximas e a distância ainda razoável do centro mantem essa bonita praia de mar agitado vazia.

Chega-se, então, ao Chapadão – um dos pontos mais frequentados de Pipa. Uma imponente falésia alaranjada que se projeta sobre o mar com uma visão fantástica para a Praia das Minas, dos Afogados e do Amor. Em uma noite de lua cheia, fomos até lá para ver ela nascer no mar. O vento incomodou um pouco, mas a cena da lua enorme surgindo no horizonte foi inesquecível.

Logo abaixo do Chapadão está a Praia da Cancela, que fica quase deserta e é lindíssima. Na sequência, as praias dos Afogados e do Amor formam o principal cartão postal de Pipa. Contam com bares com música boa ou música nenhuma (o que muitas vezes é bom). São as mais frequentadas pelo público descolado.

Praia do Amor - Pipa RN

Ao norte

A Praia Principal ou Praia da Pipa é a mais urbana, acessível e movimentada de todas. É possível chegar de carro (em geral, nas praias de Pipa é preciso encarar uma escadaria) e a areia é dominada pelas barracas dos restaurantes. Enormes piscinas naturais a tornam bastante adequada para as famílias e as excursões. É bem bonita, mas fica cheia demais. A gente prefere tranquilidade, então geralmente passava ali e seguia adiante rumo a mais linda das praias da região.

Na entrada da Baía dos Golfinhos, está a Praia do Curral. O cenário é impactante. Uma longa praia com as falésias totalmente tomadas pela vegetação, completamente preservada e com um mar incrível cheio de golfinhos. Passeios de barco vão até lá para vê-los de perto, mas chega a ser possível ir nadando e ficar entre eles. Uma experiência memorável em nossa praia preferida.

Baía dos Golfinhos - Pipa RN

Para aproveitar melhor as praias de Pipa, é importante ficar de olho nas marés. Além das praias ficarem muito mais bonitas e formarem as piscinas naturais somente na maré baixa, o caminho entre elas pode ficar inviável quando o mar sobe. A Baía dos Golfinhos, por exemplo, fica inacessível na maré alta. Não há escadaria e, principalmente nos dias de lua cheia ou nova, o mar fecha completamente a passagem dos dois lados.

Na Praia do Madeiro, segue o espetáculo. Existem bares de apoio próximo à escadaria que dá acesso a partir do estacionamento e se afastando um pouco disso é só a natureza dominando a paisagem.

As falésias continuam presentes na Praia das Cacimbinhas, mas agora menos gente ainda a frequenta. Para quem está de carro, há um mirante no caminho que merece a parada. Do outro lado da estrada uma enorme duna onde muitos se divertem no esquibunda. Para quem está a pé, é uma oportunidade para esticar a caminhada até Tibau do Sul, com o paraíso inteiro só para você.

Praia do Giz - Tibau do Sul RN

Chegando a Tibau do Sul, a Praia do Giz tem piscinas naturais e restaurantes com boa estrutura disponível para day-use. É também muito bonita. Junto à foz da Lagoa dos Guaraíras concentram-se a maioria dos bares e restaurantes. Dali saem passeios para explorar de barco a lagoa. Outro programa clássico por ali é curtir o pôr do sol.

Pôr do Sol na Lagoa de Guaraíras - Tibau do Sul RN

O clima relaxado

Da primeira vez que estivemos em Pipa, Beatriz ainda não tinha nascido e pudemos encarar uma caminhada desde a Praia das Minas até Tibau do Sul. É um pouco longo, mas recompensador.

Dessa vez, com ela, não deu para encarar essa distância toda, mas ainda assim fizemos algumas boas caminhadas. Aproveitamos bem uma mochila para levar ela nas costas que conseguimos emprestada. Encaramos o sol forte e curtimos muito os dias em Pipa.

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Pipa, chegamos! Geralmente usamos o primeiro dia em um destino para organizar a vida. Fazer um supermercado, deixar a comida da Beatriz encaminhada e fazer o reconhecimento do local. Mas, hoje não resistimos e fomos direto curtir a “nossa praia”. Pipa tem várias praias incríveis, mas a Praia do Amor é a mais perto da nossa nova casa. E ela é linda! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Pra chegar na Praia do Amor tem que encarar muuuuitos degraus, mas vale à pena! Passa pro lado pra ver a foto do visual da praia e da escadaria pra chegar lá. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Na maré baixa, a praia fica com várias pedras aparentes e na alta enche de surfistas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Descolamos com a dona da casa essa mochilinha pra levar a Beatriz. No começo ela estranhou, depois curtiu a caminhada com o vento no rosto. Mas, na hora da soneca, mãe e filha sentiram falta do aconchego do canguru. 🤷🏻‍♀️😍 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #pipa #praiadoamor #riograndedonorte #nordestebrasileiro #nomadesdigitais #familianomade #nomadismodigital #digitalnomad #digitalnomadfamily #nomadlist #viajandocomcrianca #travellingwithkids #travellingfamily #minimalismo #vidasimples #slowtravel #mochilaoemfamilia #backpackingwithkids #mochilandopelomundo #tresmochilaspelomundo

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Ficamos hospedados em um loft muito gostoso, há uns 15 minutos caminhando do centrinho. O centrinho de Pipa é até charmoso, mas convive com um trânsito de carros que quebra um pouco a tranquilidade. Dito isso, é cheio de restaurantes com vistas lindas, lojinhas e bares bacanas. Concentra as pessoas e a diversão de noite. E conta com obras do artista Rafa Santos por toda a parte. Aliás, não só o centro, mas todos os cantos de Pipa.

A Bia chegava super cansada de tanto correr e escalar escadas na praia o dia inteiro e desabava depois do banho. Em geral, ou a gente cozinhava ou pedia alguma coisa. Os dias foram passando sem pressa e, no final, Pipa deixou uma saudade enorme.

Falésias entre a Praia do Amor e a Praia da Pipa

Mas, a vida continua e a viagem continua. Nosso roteiro continuou descendo de carro pelo Nordeste. Próxima parada: João Pessoa.

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As belezas de Natal

São muitas as belezas de Natal, uma das capitais mais agradáveis do Nordeste. Boas praias, boa infraestrutura, passeios incríveis e uma infinidade de opções a uma curta distância da cidade.

Nossas três mochilas aportaram no Rio Grande do Norte após uma temporada na Bahia!

Avaliando de fora, pode parecer um pouco sem sentido sair de Trancoso e saltar tantos estados indo diretamente para Natal. Mas tivemos um excelente motivo e é difícil que você não concorde com a ideia básica por trás dessa escolha.

Bebê na Praia de Ponta Negra Natal RN

Em busca do sol

Caímos na vida nômade em junho, no inverno. Passamos os primeiros dias pelo Rio e Minas Gerais. Por sinal, é uma época muito boa para viajar pelo Sudeste, com dias de sol quase garantidos. Nas montanhas um friozinho gostoso e na praia temperaturas mais amenas, ótimo para a Bia que ainda não tinha completado um ano. Embora nas cidades maiores o clima seco somado à poluição podem incomodar.

Passamos o mês de agosto no sul da Bahia. Mais ao norte do que isso, a chuva é intensa pelo menos até o litoral pernambucano, inclusive em setembro. É o inverno nordestino, em que a temperatura não cai tanto, mas a água sim.

Como estamos em busca do sol, avaliamos bem como escapar dessa cilada e constatamos que no Rio Grande do Norte a coisa já começava a melhorar. O clima é sempre um fator decisivo na hora de definir nosso roteiro. Uma referência boa e simples (embora um pouco imprecisa) é o praiômetro do site Viagem na Viagem. É um bom ponto de partida.

Então, pegamos um voo para Natal (com direito a uma escala muito bem aproveitada em Salvador) e alugamos um carro para descer calmamente e chegar em Recife já quase em outubro.

Passar uma tarde em Itapuã

O que fazer em Natal

As belezas de Natal merecem uma visita de pelo menos 2 a 3 dias. A praia de Ponta Negra, as Dunas de Genipabu e o Forte dos Reis Magos não podem ficar de fora da sua visita. Isso sem falar na possibilidade de explorar outras cidades do litoral do Rio Grande do Norte. São Miguel do Gostoso e Pipa, por exemplo, se justificam por si só e vamos tratá-los como destinos à parte.

Aqui, um relato do que entendemos ser o melhor a fazer em Natal, com base nos 10 dias que ficamos por lá.

Praias de Natal

Ponta Negra: A praia de Ponta Negra é o cartão postal e a melhor praia de Natal. É lá que está o icônico Morro do Careca, uma imensa duna com mais de 100m de altura. Há um bom tempo que não é mais permitido subir na duna, mas é possível fazer um passeio de “jangalancha” (R$65), contornando o morro até a praia de Alagamar. Com sorte, você verá golfinhos e tartarugas no caminho. Nesse canto da praia, o mar é mais calmo e a areia mais agitada, com bares que ficam cheios nos finais de semana.

Caminhando na direção oposta, a areia fica cada vez mais tranquila, mas o mar cada vez mais bravo. Então, difícil dizer qual o pedaço mais “família”. Nós reservamos um apartamento no bairro da Ponta Negra e, até por isso, fomos várias vezes na praia e curtimos diferentes trechos dela. A maior parte da orla conta com infraestrutura de guarda-sóis e cadeiras, pelas quais se cobra para usar (R$10 a R$20 por tudo). Confirme o preço antes e negocie uma conversão para consumação.

Atenção que a qualidade do serviço varia muito. Em algumas barracas a comida deixava muito a desejar e a conta nem sempre bateu com nosso consumo real. Por outro lado, em quiosques diferentes comemos bem e fomos bem atendidos. O bairro ainda concentra restaurantes, bares e a vida noturna potiguar. Certamente é a nossa recomendação de região para se hospedar.

Praias do centro: No centro de Natal estão as praias mais urbanas, próximas a hotéis que, em geral, fazem mais sentido para quem está na cidade a trabalho. Há relatos de serem menos seguras e menos limpas, em particular a Praia do Meio. Nós não chegamos a estender nossas cangas por lá, mas passamos para conhecer. As praias dos Artistas e do Forte são bonitas, sendo que nesta última o destaque está em conciliar com uma visita ao Forte dos Reis Magos, de preferência com a maré baixa.

Belezas de Natal: praias do centro

Atrações de Natal

Forte dos Reis Magos: A visita ao Forte dos Reis Magos é um programa que vale à pena fazer. A construção tem um formato que lembra uma estrela e é de 1599. Infelizmente estava fechado para “restauração” quando fomos. Coloco aspas na palavra “restauração” porque não há sinal de obra em andamento e provavelmente ficará assim por mais algum tempo… E ainda assim o passeio se justifica. Isso porque sua localização é simplesmente incrível!

A chegada é impactante. A bela ponte Newton Navarro que atravessa o Rio Potengi oferece boas-vindas de respeito. No caminho, manguezais e piscinas naturais com água super transparente. E o forte propriamente dito está em uma ponta da praia protegida por recifes, emoldurado pelo mar de um verde de encher os olhos. Uma pena não ser possível entrar, mas suas seculares muralhas podem também ser apreciadas pelo lado de fora.

Dunas de Genipabu: as dunas de Genipabu são provavelmente a atração mais conhecida de Natal. O visual é incrível. O branco das dunas, o verde das matas e do mar e o capricho de uma lagoa linda são memoráveis. É possível até andar de dromedário, para quem curte um passeio, no mínimo, exótico. Mas a fama de lá se deve mesmo ao passeio de buggy, com as tradicionais opções “com ou sem emoção”. Se sua escolha for “com”, prepara-se: é emoção pra valer!

Cajueiro de Pirangi: o maior cajueiro do mundo! Localizado na praia de Pirangi, essa árvore descomunal se parece mais com uma pequena floresta. Em função de algum tipo de anomalia genética, seus galhos crescem indefinidamente, tocam o solo e criam novas raízes. A árvore, que no passado foi podada diversas vezes (hoje é proibido fazer isso), já ocupa uma área de 8.500 m2 e continua a ganhar terreno sobre as ruas do entorno.

Toda a estrutura continua a depender do seu tronco central, que tem estimados 120 anos de idade. Aliás, esta é outra curiosidade. Enquanto um cajueiro normal dá frutos aproximadamente até os 40 anos, o Cajueiro de Pirangi continua a produzir cerca de 2,5 toneladas de caju (entre 70.000 e 80.000 unidades) a cada safra. É a mais única das belezas de Natal. Imperdível!

Parques: Natal conta ainda com alguns parques que merecem destaque. O mais conhecido é o Parque das Dunas, que fica entre o centro e a praia de Ponta Negra. Muito bom para ir com crianças – a Bia adorou – e para correr e fazer trilhas. Outra opção, que na verdade não chegamos a ir e até ouvimos algumas reclamações com relação à infraestrutura, é o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte. Válido para quem tem mais tempo e quer realmente explorar tudo o que a cidade tem a oferecer.

Explorando a região: bate e volta a partir de Natal

Como já comentei, esse post é para falar do que fazer em Natal e não no estado como um todo. Mas isso não significa que a cidade não possa ser usada como base para explorar a região. Alguns lugares não deveriam ficar de fora dos seus planos:

Parrachos de Maracajaú: a 1h30 de Natal no sentido norte, está ali um pedaço do Caribe no Brasil. Na maré baixa se formam piscinas naturais a 7km da costa com água cristalina e muitos peixinhos para serem vistos. Os passeios de catamarã podem incomodar quem não curte muito o clima de “excursão”, mas o apelo de um mar estilo caribe não deixa de ser tentador, certo?

Lagoas de Nísia Floresta: Nísia Floresta é uma cidade vizinha de Natal e é onde estão, dentre várias lagoas, as mais conhecidas Pitangui e Jacumã. É lugar para relaxar deitado na rede com a bunda na água. Um clássico potiguar! Aliás, uma boa alternativa é incluir no mesmo dia o Cajueiro de Pirangi, uma passada nas praias de Tabatinga e Cumurupim (com piscinas naturais ideias para crianças) e fechar relaxadão em uma dessas lagoas. Programão!

A vida como ela é

Ficamos 10 dias em Natal. É bastante tempo. Mas, para falar a verdade, alguns dos passeios que recomendamos aí, nós não fizemos. Pelo menos, não dessa vez. Eu já estive em Natal anos atrás e fiz um roteiro completar ao desta temporada.

Futebol no Pôr do Sol na praia de Ponta Negra, Natal - RN

Não rodamos de buggy pelas Dunas de Genipabu porque achamos arriscado ir com a Bia tão pequena. Mais do que isso, o giro é longo e seria cansativo pra ela. Também não pudemos curtir as praias de Tabatinga e Cumurupim como queríamos. Fomos para o Rio Grande do Norte em busca do sol, mas nesse dia em particular, choveu forte.

Além disso, ficamos alguns dias de molho em casa ou no máximo demos uma passada na praia de Ponta de Negra. A Bia teve uma alergia e ficou doentinha. Nada sério e pouco depois ela já estava recuperada. Mas escolhemos dar a ela o tempo que fosse necessário para descansar. São coisas da vida.

Sabemos que imprevistos em uma viagem de férias podem ser muito frustantes. É quase desesperador perder o precioso tempo disponível para viajar com problemas de saúde ou tempo ruim.

Mas viajar para nós deixou de ser um momento e virou rotina. Não nos deixamos abater pelo “tempo perdido”. Sabemos que a vida continua e, mais ainda, que a viagem continua. Então, ficamos em casa sem nenhum ressentimento. Logo adiante, nos esperava Pipa e, lá, a saúde da Beatriz estava perfeita e o sol voltou a brilhar!

Vista Praia do Amor do Chapadão em Pipa - RN

tresmochilaspelomundo

100 dias na estrada!

100 dias de vida nômade!

100 dias que deixamos para trás a rotina e abraçamos o inesperado.

100 dias que trocamos as paredes do escritório pela imensidão do mundo. 

100 dias em que assumimos a maternidade/paternidade em tempo integral. E descobrimos o trabalho que isso dá 🙄 e a alegria que isso traz 😍.

100 dias de paisagens incríveis.

100 dias de muito chinelo e pouco sapato. Muito short e pouca calça. 

100 dias de descobertas e mais descobertas, como nossa pequena se desenvolveu! 😱🥰

100 dias da realização de um sonho.

100 dias de uma nova vida. E só está começando.

Pôr do Sol em Timbau do Sul Pipa Rio Grande do Norte

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O charme de Trancoso

Quem não ficar encantado com o charme de Trancoso bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé! Esse distrito de Porto Seguro é um destes lugares arrebatadores. É um pecado não ir lá conhecer e, para quem já foi, impossível não querer voltar!

Praias maravilhosas, mirantes com vistas incríveis, além de excelentes pousadas, bares e restaurantes. Provavelmente não existe no Brasil outra praça que combine simplicidade e elegância como o Quadrado. E poucos lugares oferecem oportunidades de caminhadas tão inesquecíveis quanto este trecho do litoral baiano.

Bebê no Quadrado de Trancoso

O que fazer em Trancoso

Quer uma receita para se apaixonar por Trancoso em apenas 15 minutos? Circule pelo Quadrado. A praça está caprichosamente localizada no alto de uma falésia, com uma vista para o rio e para a praia muitos metros abaixo que é de tirar o fôlego.

Vista do mirante do Quadrado em Trancoso

Um gramado verdinho com um campinho de futebol e uma simpaticíssima igrejinha do século XVIII, ladeada por singelas casinhas coloridas bem cuidadas em cada detalhe. Enormes árvores fornecem a sombra necessária para proteger do calor da Bahia nas mesinhas decoradas com enorme bom gosto. Poesia pura!